segunda-feira, novembro 11, 2013

A diplomacia segundo Álvaro Cunhal

"A política externa deve estar em mãos de gente hábil, de gente capaz de manobrar, de gente capaz de ter linguagens diferentes conforme o sítio onde fala, gente que compreenda que a diplomacia não é bem uma sessão interna de um órgão revolucionário, que a diplomacia de um país revolucionário que vive uma conjuntura internacional determinada e uma situação geográfica como nós vivemos, exige muita maleabilidade e em alguns casos muita ronha"

in "A crise político-militar, Discursos políticos/5, maio/novembro de 1975, Edições Avante!, 1977

22 comentários:

  1. Anónimo07:30

    Agora, ficamos aguardando citações de Franco Nogueira...

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  2. Anónimo10:29

    Houve ronha em Nova Deli?

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  3. Anónimo11:32

    Uma personagem estrangeira em Portugal

    Alexandre

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  4. Caro Alexandre: este espaço de comentário destina-se a cada um colocar ideias próprias, não a ecoar as ideias dos outros.

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  5. Anónimo12:52

    Interessantíssma observação,esta que aqui nos invoca, de Alvaro Cunhal. Na verdade!
    a)Rilvas

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  6. Anónimo13:11

    As ideias "dos outros" são às vezes mais soft que as minhas !

    Comoreendo!


    Alexandre

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  7. Anónimo13:15

    Qualquer político acaba por ter frases ou pensamentos interessantes. Salazar, por exemplo, tinha - não uma gaveta -, mas um armário cheio deles.

    O que importa é saber que objetivos se pretenderia alcançar com a "ronha" da cunhalesca personagem (agora, em pleno processo de lavagem de imagem). Cheira-me que não seriam os melhores...

    Tem razão o anónimo que falou no Franco Nogueira. E ainda mais razão têm aqueles que se queixam da diferença de tratamento entre a patifaria de esquerda e a de direita...

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  8. A Catinga

    Vejo uma grande diferença entre a "patifaria" da esquerda e a patifaria da direita. Quando esta última estava no poder - meio século - eram considerados "patifes" todos aqueles que não pensavam da mesma maneira que aqueles que detinham o poder. No melhor dos casos era a prisão que os esperava. Quando não era a morte.
    Hoje, que só há cidadãos, os patifes têm todos direito à liberdade, que eles pensem "bem" ou "mal" !
    Só lamento, que os patifes mais influentes e poderosos , de qualquer quadrante que seja, ainda escapem à justiça . Enquanto que os aprendizes a patifes, esses, vêm a justiça de perto por uma simples "patifaria" sem valor, sem qualidade, sem imaginação.

    A "cunhalesca personagem" pautou a sua vida pela defesa daqueles que desde sempre sofreram as maiores patifarias dos poderosos, e mesmo a morte. Por isso nao necessita nenhuma lavagem de imagem.

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  9. Anónimo20:26

    "Defreitas", só não desatei a rir com o seu comentário porque, de repente, me veio à cabeça o que me poderia acontecer caso os patifes de esquerda tivessem alcançado o poder.

    Estamos num mês perfeito para comemorar a sorte que tivemos em nos safarmos a semelhante "sorte".

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  10. Anónimo23:54

    A 'velha senhora' gosta pouco do Catinga (desculpe lá, meu caro: no caso da minha velha amiga, a idade não esquece nem perdoa…) e não gosta nada, mas nada, do Salazar. Ditou-me sonetilho breve, explicando que as palavras entre aspas são do poema "António de Oliveira Salazar" do Fernando Pessoa:

    defreitas é pouco
    catinga merece
    levar mais no coco
    se aqui aparece
    co'o porras que há de
    meter-nos no poço
    com brutalidade
    e ideias de louco
    o tal salazar
    "de sal e azar"
    o tal "tiraninho"
    o tal "coitadinho"
    "que bebe a verdade
    e a felicidade"

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  11. Anónimo00:37

    Errei, perdão:

    que "bebe a verdade
    e a liberdade"

    Foi 'liberdade' e não 'felicidade' que Pessoa escreveu.

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  12. Anónimo06:54

    Dia 25/11, todos à rua para comemorar a liberdade (a que o Cunhal não queria).

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  13. Anónimo06:58

    Já leram? "Cunhal, Brejnev e o 25 de Abril - Como a União Soviética não quis a revolução socialista em Portugal", de José Milhazes (correspondente da Lusa em Moscovo).

    A história dos arquivos da PIDE roubados com a ajuda do PCP e entregues à União Soviética...

    http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=120863

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  14. a opinião de ac referia se à diplomacia dum país revolucionário num período concreto, o portugal de 1975, depois do 11m e antes do 11n.
    nessa altura a diplomacia deveria na sua actuação usar de habilidade e mesmo ronha servindo se de linguagem diferente da usada internamente nas sessões dos orgãos revolucionários.
    curioso, seria, claro, diplomacia para não assustar a comunidade internacional ocidental, a da otan, a da democracia representativa, a capitalista, os eua.
    talvez hoje tambem se viva um período revolucionário mas de sinal completamente diferente, a revancha contra o 25 de abril, o puro, não o do verão quente 1975, chegou finalmente.
    qual a diplomacia para estes tempos de contra-revolução?

    é verdade que há uma forte operação do pc aproveitando os 100anos de alvaro cunhal, usando ronha, tendo em vista o seu fortalecimento. e tudo o que contribuir para fortalecer a oposição é util neste momento...

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  15. A Katinga poderia responder que a "sorte" que ele teve de ter escapado aos "patifes" da esquerda em Novembro, "caso os patifes de esquerda tivessem alcançado o poder" .restará para sempre no campo da suposição ou da hipótese.

    Ao passo que os patifes da direita foram um facto durante meio século. E que , a democracia sendo magnânima, muitos desses patifes continuam à solta , agindo e exprimindo-se como querem.
    Posso não saber bem o que é a liberdade, mas sei o que é a libertação.

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  16. Anónimo10:56

    "Defrutas", não suponha, leia jornais ou consulte enciclopédias. As últimas deviam de bastar mas, infelizmente, ainda há milhões por esse mundo fora que andam a sofrer de falta de "sorte". Para esses, as ideias "libertadoras" ainda são um grande azar...

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  17. Anónimo19:16

    Se o caro Catinga não se cala, a 'velha senhora' muito menos:

    tem catinga tais certezas
    que lhe devem DE* bastar,
    mas que são teias mal presas
    e lhe caiem, se pensar.

    ui! pensar dava trabalho!
    ler jornais, enciclopédias?
    tudo eu leio - e rimalho,
    o catinga faz comédias:

    os patifes são de esquerda,
    gente horrível, má e lerda;
    à direita, há salazar,

    pinochet, hitler ou franco,
    não há nada a recear.
    - catinga lava mais branco!


    *
    "As últimas deviam de bastar" - Catinga às 09:14)

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  18. Anónimo19:53

    errata:

    *
    -Catinga às 10:56

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  19. Anónimo21:07

    Essa "velha" cheira a mofo e tem o cérebro precisando de descanso. Arranjem-lhe um lar (ilegal basta), onde possa ir chatear o Camões (e aprender rimas de jeito). Nossa!...

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  20. Anónimo23:26

    Eu gostava do Cunhal.
    E não apenas da sua "coerência".
    Foi um homem brilhante.
    O PCP era um partido com muita gente brilhante, mas não tão brilhante como ele.
    Dizem que tentaram impor o modelo soviético. Ainda bem que o não fizeram. Nunca votei PCP (muitas vezes hesitei), mas muito do que nós ("povo") conseguimos foi à custa da esquerda desse tempo.
    Aliás, nada lhe faz mais justiça do que os tempos que hoje vivemos, que se dizem dos mercados e que eu digo "dos poderosos" (gente de carne e osso).

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  21. Anónimo20:08

    Caríssimo FSC
    Estou com um problema. A minha velha amiga, a 'velha senhora', a quem só hoje dei conhecimento da comentário anónimo das 21:07 do dia 12, disse-me logo, entre divertida e furiosa, que o anónimo era de certo o seu 'caro' Catinga, e desfez-se sem parar em rimalhices que não sei se ainda têm aí cabimento:

    1.
    catingas, eis,
    não catingueis.
    rimas temeis?
    rimas tereis,
    bem mais de seis.

    são taralhoucas?
    roucas e loucas?
    moucas sem toucas?
    ah! mas não poucas!

    serão
    sem jeito,
    mas vão
    a eito.

    compito
    a peito:
    é dito
    e feito.


    2.
    de anónimo, o bom catinga
    pra aqui me veio, em falsete,
    mostrar, suja, a sua língua
    que eu nem sei onde é que a mete.

    da sujeira, que respinga,
    espalhou o mau pivete:
    antes fora odor da pinga,
    mas cheirete é de retrete.

    "cheira a mofo" - atacou-me ele.
    o topete com que xinga!
    seu fedor é que repele.
    "arranjem-lhe lar" - rezinga -

    pra "aprender rimas de jeito".
    petinga gringa carlinga,
    eu pingo rimas a eito:
    seringa ginga e se vinga…

    não o quero insatisfeito,
    não fique o catinga à míngua
    de rimas, no texto as deito
    a rir-malhar no catinga.


    3.
    cá à velha ninguém cala

    nem catingas nem anónimos
    nem cavacos nem jerónimos
    nem coelhos sem epónimos

    nem portas irrevogáveis
    nem seguros revogáveis

    nem o papa em grande gala
    nenhum cabrão a entala
    nenhuma porra a abala
    sacanice nem cabala

    ninguém venha chateá-la
    porque a velha não se rala
    não é magala na ala
    que a sargento bata a pala
    quem a cavale cavala
    segue em fente e fala e fala
    e badala a toda a escala
    numa jaula ou qualquer sala

    só a cala a lei da bala
    e sem tala há de ir prá vala
    com bengala ou sem bengala

    4.
    …mas o que mais me espantalha,
    o que fundo me magoa
    é que ninguém, nesta malha
    de amigo/as que um pouco à toa
    amo bem - nem mesmo a boa

    isabel e o bom alcipe -,
    pense me vir defender
    e em minha dor(?!) participe.
    pois, porra, vão-se… flixar!
    direi eu - mas a beber

    e a brincar às rimalhices:
    co'amigo/as não há chatices!

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  22. Ó cara velha Amiga
    Ai como não lhe dar razão,
    que “bobagem” e intriga
    mais inveja do Catinga
    sem moral pra lhe dar sermão…

    redimir- me como posso?
    obter o seu leve perdão
    e gostar do seu pai nosso
    a quem lhe deu inspiração
    pra qual cavou o fosso…

    Não há como desgarrada
    Pra fazer soltar a pena
    A língua assanhada
    Ai Sem falar desespera
    não perdem pela espera

    também da sua coragem
    já reza a história
    a sua força nada a detém
    Dá-lhe a sua glória
    A catingas o seu desdém…




    Ó Cara velha amiga,
    Velha, porque é de sempre
    Conte comigo pra vida
    No bem e no mal presente
    Ó filhas de boa gente

    Não fique aborrecida
    Por esta triste omissão
    Estava por aí distraída
    Sem nenhuma má intenção

    E tenho-A no coração


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