O meu prezado amigo e antigo colega de governo, Daniel Bessa, diz hoje no "Expresso" que o "guião para a reforma do Estado" é uma "boa surpresa", um "documento com princípio, meio e fim".
Tendo lido o texto com um cuidado quase masoquista, só posso concluir que, das duas uma: ou Daniel Bessa aguardava um texto indigente e "tudo o que vier à rede é peixe" ou, lá para o Norte, foi distribuída uma versão diferente. Mas numa coisa concordo plenamente com Daniel Bessa. O documento tem um "fim". Foi ontem.
Ah,ah,ah! Boa!
ResponderEliminarTemos que concluir que tudo pelo o que estamos a passar é apenas função da nossa classe dirigente, e bem "informada", e não do povo como dizem... (Será que "guiou alguns parágrafos"?)
ResponderEliminarAinda ontem, bem tentou M Crespo fazer com que Alberto Martins dissesse alguma "coisinha" sobre o que faria de diferente do que o que estes estão a fazer. Qual quê! Disse bem mais naquele minuto (histórico) ao Américo Tomás do que nesta extensa meia hora... Deve ser da idade...
antonio pa
Caro embaixador
ResponderEliminarÉ isso mesmo. Parabéns...! Continua com a coragem que sempre lhe foi reconhecida. O mesmo não poderei dizer de Daniel Bessa...
LOL! Rir com o dito é exercicio impossivel! Salvo aqui! Bem haja, meu carissimo Embaixador:)!
ResponderEliminarCom ou sem "guião" , a social democracia já não faz sonhar ninguém e não pode fazer sonhar. Porquê? Porque o seu projecto económico e político não corresponde mais aos factos económicos que lhe permitiam de o realizar.. o capital é agora globalizado e escapa à autoridade dos Estados , portanto às condições que permitiam à social democracia de ter uma credibilidade.
ResponderEliminarA dominação económica da Europa e dos EUA, o facto que detinham quase sozinhos, a tecnologia, os capitais, os mercados, as competências, a força de trabalho adaptada.. davam um monopólio que permitia muitas coisas.
A morte da social democracia é de facto o fim das ilusões reformistas, isto é da crença na possibilidade de humanizar o sistema mercantil.
Ela morreu de" morte natural", quero dizer que ela correspondeu a uma "necessidade histórica" e que hoje não serve para nada, nem aos trabalhadores nem ao capital.
O que é que a social democracia mudou no sistema mercantil e o que é que resta do que ela fez ? Quase nada.
Hoje , esperamos que a BCE, o FMI e Bruxelas deiam o "la" . Estes são os verdadeiros "guiões" da sociedade ..
Basicamente porque tudo tem principio meio e fim, até o fim...
ResponderEliminarExcelente.
ResponderEliminarTinha acabado de ler o artigo.
Boa!Muito boa!
Caro comentador António,
ResponderEliminarDaniel Bessa também continua a ter a mesma dose de coragem que muitos lhe têm reconhecido.
Porém, como nos restaurantes, há quem tenha uma dose, quem tenha meia dose, e mesmo quem se contente com um pratinho!
E, independentemente das doses, até há quem mude de "restaurante", se isso for da sua conveniência pessoal.
sim, leve e muito vazio papel de ideias alinhavadas para finalmente se apresentar um guião que não guia, exercicio academico ou do secundario, ideias feitas,lugares comuns, o ponto foi assinado, o governo embora com atraso dirá que cumpriu, episódio sem qualquer relevancia para os momentos que vivemos, teve o seu fim como disse daniel bessa, cumpriu se tudo, mas porque não reduzem os deputados da ar para 181? era uma boa reforma, a constituição permite, paulo portas aceitou ser o arauto desta reforma e seu guião, o passos está satisfeito de ter sido ele e não p. ex maduro, pois aí vamos nós, este estado nunca se reformará, é assim mesmo, somos avessos a isso de mudanças, dá trabalho, mexe com muita gente, comodismos e atavismos, estes papeis como dezenas de outros vão prá gaveta das recordações, etc etc
ResponderEliminarComo é "bonita" a "coragem" ancorada no estatuto, na abastança ou no apoio sectário...
ResponderEliminar(Einstein teve coragem de anunciar a T R aos 26 anos mas "só" muito mais tarde é que pôs a língua de fora perante uma de duas infinidades...)
antonio pa
"A ruína não pertence em exclusivo aos sociais-democratas ou aos socialistas. Foi uma longa sociedade por quotas deste dois parceiros que ditou o rumo penoso de Portugal. O país vive o dilema do prisioneiro e não existe uma jogada que possa eximir as duas principais forças políticas das suas responsabilidades. Seria bom que soubessem, que nalguns casos, as laranjas e as rosas não se comparam - nem se cheiram." do blog "Estado Sentido".
ResponderEliminarAlexandre
ResponderEliminarSenhor Embaixador : já ouvi dizer que o dito foi propositadamente elaborado com esse finalidade, ou seja, não durar mais que o momento da sua apresentação.
Claro que o autor não fugiu da sua habitual pose para nos tentar convencer que o momento tinha, de facto, importância.
Prezado Embaixador, estamos plenamente de acordo!... O Dr. Daniel Bessa deve ter lido uma qualquer versão diferente, daquela que foi dada à estampa!... Caso contrário, penso que talvez só a medicina poderá resolver!... Continue, pois, meu caro, com toda a sua honra e verticalidade a comentar os "nossos" assuntos.
ResponderEliminarComentando as palavras de Alexandre - 21:14:
ResponderEliminarAs "nuances" entre as duas cores são mais ténues que o que parece. Laranja ou rosa, a dependência de actores exteriores é a mesma nos dois casos. Esta dependência obriga a gerir a economia segundo os mesmos critérios : equilíbrio orçamental e menos Estado. Maastricht oblige ! Em caso de alternância, os problemas serão os mesmos. Só a posologia do tratamento poderá ser diferente.
Socialismo ou social democracia, o resultado desta imposição dos dois critérios leva inexoravelmente ao social liberalismo, ou, no pior dos casos, à direita ultra liberal tendo por fundamento ideológico o individualismo triunfante, veiculado pela cultura anglo-saxã.
O corolário é o enfraquecimento do Estado, a destruição dos serviços públicos, o desmantelamento da segurança social, a reforma das pensões, etc. O objectivo do "menos Estado", conduz a isto. A ideia do sistema de reforma por capitalização, por exemplo, está presente nos planos da Direita. Aqui se encontra uma das "nuances" onde a ideia socialista diverge da direita e mesmo de certos tenores da social democracia. Todas estas politicas contribuirão a destruir a organização centralizada do Estado e a solidariedade republicana para tornar o individuo responsável da sua própria condição.
E portanto, sejamos honestos, ir nesta direcção consiste a negar a ausência de igualdade de "chances" à partida, no nosso sistema. Ora, as desigualdades sociais são hoje mais que nunca incontestáveis.
Por isso mesmo, se existe uma influência "socialista" que gostaria de ver exercer-se na social democracia ( quanto à direita, não tenhamos ilusões !) é o combate ao individualismo, que consiste a passar por cima dum SDF , deitado no chão, diante da sua porta, considerando este pobre individuo como único responsável da sua situação, de pretender que ele deveria forçosamente ter podido desenrascar-se.
Infelizmente a educação democrática, se ela emancipou o individuo e corrigiu ( quando teve os meios para o fazer) marginalmente as diferenças, nunca conseguiu na realidade erradicar estas desigualdades naturais. Esta ideologia individualista é um flagelo culpado de desmantelar o nosso elo social, culpado de destilar uma miséria e uma precariedade intoleráveis que só a solidariedade pode combater.Basta ver como reagem os "nantis" do sistema (desportistas, entre outros !) quando se lhes pede um esforço de solidariedade
Se a sociedade individualista é a soma de todos os interesses individuais, a sociedade republicana e democrática é a do interesse geral, do bem comum e colectivo. Como preservar a coesão da nossa sociedade opondo os indivíduos entre eles?
Meia dúzia de ideias mais do que repisadas, alguns truísmosl universalmente aceitáveis, umas frases a armar ao pingarelho como é timbre do autor, umas pitadas de Wikipédia, como apertadamente notou Teixeira dos Santos, letra e espaços grandes e toma que é p'ra portuga.
ResponderEliminarMais uma pantominice.
Mas não foi Alberto Martins que, no tempo de Sócrates, foi por este encarregado de fazer a reforma do Estado? E que teve uns anos para a fazer?
ResponderEliminarOnde está o documento produzido? Já tentei encontra-lo na net e nem vestígio.
as tentativas de reforma do estado dos governos anteriores foram bastante contestadas pelo actual governo. lembro-me bem de gozarem com simplex, aquela coisa que o paulo portas redescobriu agora.
ResponderEliminarMas ainda a propósito de Daniel Bessa quais os motivos intrínsecos que o levararam a ter esta opinião??
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