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terça-feira, agosto 14, 2012

Transportes

Este blogue não tem vocação, até ver, para se imiscuir em questões de política interna portuguesa. Mas há limites para a retração no exercício do direito de legítima cidadania.

O que se passa com as empresas públicas de transportes, que entraram em mais uma sempre "oportuna" greve, passa esses limites. Quando se pede aos portugueses - e em especial aos servidores públicos - esforços sem par, é perfeitamente escandaloso que certas classes profissionais tomem o país como cíclico refém. É que se o Estado tem um défice, muito desse défice deve-se àquilo que esse mesmo Estado atribui, em termos de ajudas financeiras, às empresas que empregam essas pessoas.

As regras que os guiam fazem parte dos intocáveis "acordos de empresa"? Também as regras que atribuíam ao funcionalismo público o subsídio de férias e o 13º mês faziam parte de um sólido "contrato" que todos supúnhamos ter com o Estado e que, no entanto, foram suspensas.

Às vezes, argumenta-se com a necessidade de haver entendimentos de regime sobre determinadas temáticas de interesse nacional. A alteração radical de certas vantagens em vigor nas empresas públicas de transportes deveria, num país de bom-senso, merecer uma reflexão transpartidária.

E, tendo em atenção que todas essas empresas parece estarem em situação precária, não seria boa ideia colocar à frente delas algumas conhecidas e mediáticas "vedetas" da gestão pública, que tanto se ilustram, a peso de ouro, em áreas económicas que dão lucros? Sempre era uma oportunidade patriótica que se lhes dava para mostrarem o que valem, embora em tarefas talvez um pouco mais difíceis... 

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