Françoise Giroud foi uma figura marcante do jornalismo francês. Fundadora, com Jean-Jacques Servan-Schreiber, do "L'Express", destacou-se na afirmação do papel da mulher na sociedade francesa, o que a levaria a um governo de Valéry Giscard d'Estaing.
A sua biografia, agora publicada pela Grasset, representa-a como uma mulher cuja genialidade se cruza com a tragédia, onde os êxitos profissionais da vida se confundem com uma vida pessoal atribulada. O livro de Laure Adler tende, porventura, a sobrevalorizar excessivamente o tempo do "L'Express" e a dar a este, bem como a Servan-Schreiber, um lugar central no texto, assentando muito na (bem conhecida) bibliografia de Giroud e menos em testemunhos que a tenham por centro da investigação.
Mesmo assim, ou talvez porque na história do "L'Express" muita da nossa geração se revê bastante, o livro agora publicado tem interesse.
Mesmo assim, ou talvez porque na história do "L'Express" muita da nossa geração se revê bastante, o livro agora publicado tem interesse.
