... e, regressando ao fado, noto que Mísia voltou a Paris, para um espetáculo em que deu voz a textos escritos por mulheres portuguesas, que intitulou "Senhora da noite". Por lá se encontram versos de Agustina, Hélia Correia, Lídia Jorge, Adriana Calcanhoto, Amália e da própria Mísia.
Ontem, como me dizem que aconteceu nos restantes dias, o magnífico teatro Bouffes du Nord estava a abarrotar, com o fiel público que Mísia soube por aqui criar e que lhe correspondeu em pleno. À sua cuidada presença em palco, servida por um bom apoio instrumental, Mísia soma uma capacidade muito rara de comunicação com a plateia, onde sempre se insere uma atenção particular aos portugueses presentes.
Ontem, como me dizem que aconteceu nos restantes dias, o magnífico teatro Bouffes du Nord estava a abarrotar, com o fiel público que Mísia soube por aqui criar e que lhe correspondeu em pleno. À sua cuidada presença em palco, servida por um bom apoio instrumental, Mísia soma uma capacidade muito rara de comunicação com a plateia, onde sempre se insere uma atenção particular aos portugueses presentes.
Surpreende-me sempre a ousadia da cantora, que teima em seguir um caminho exigente e inovador em matéria de poemas e, frequentemente, na própria seleção das músicas, embora seja cada vez mais constante o recurso a temas tradicionais, em detrimento do "outro fado" que ensaiou em alguns dos seus primeiros discos. O que, para o meu gosto, é uma boa notícia.
Em tempo: a pedido, aqui fica um belo fado de Mísia.
Em tempo: a pedido, aqui fica um belo fado de Mísia.
