Hoje, já quase com 80 anos, revisitei, na televisão francesa, Leny Escudero, essa voz magnífica da minha juventude.
Com a vivacidade que nunca perdeu, Escudero lembrou a sua chegada a França, em 1939, com os pais, refugiados da guerra civil de Espanha, uma memória que esteve muitas vezes presente na sua obra. E notou o caráter trágico desse tempo, relembrando um facto que, frequentemente, é branqueado pelo pretenso "equilíbro" das atrocidades: morreram muitas mais pessoas depois do fim da guerra, assassinados sob as ordens de Franco, do que durante o próprio conflito.
Mas, para aligeirar este post dominical, ouçamos, com prazer, Escudero no seu inesquecível "Pour une amourette".
