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domingo, fevereiro 13, 2011

Cumplicidades

Quando, aqui, há dias, eu me referia à proximidade das diplomacias da Índia e de Portugal, estava longe de pensar no que iria suceder, horas depois, no Conselho de Segurança da ONU.

Durante uma sessão a que estavam presentes os ministros dos Negócios Estrangeiros dos países que têm assento nesse órgão, o ministro indiano, por lapso, agarrou no texto que estava sobre a mesa, que o ministro português tinha preparado para a sua anterior intervenção (mas que não tinha usado, porque fez um improviso) e leu-o, durante alguns minutos. Só quando, a certo ponto, se dá conta de que o ministro fala como se fosse membro de um país da União Europeia é que é interrompido pelo seu embaixador, que lhe dá o texto do discurso indiano, não sem que tivesse havido uma embaraçosa hesitação.

Alguns detratores da vida diplomática viram neste incidente a prova de que, salvo em pormenores, a "langue de bois" das intervenções "onusinas" acaba por ser comum aos vários países. Mas as coisas podem ser vistas de outra forma: é cada vez mais natural que membros de governos democráticos possam sentir-se próximos na afirmação de uma linguagem comum sobre grandes temáticas internacionais. Por isso, o político indiano ter-se-á sentido confortável com o tom adotado no nosso discurso. A qualidade de membro da UE é que já seria demais!

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