quinta-feira, novembro 05, 2009

Europas

É muito instrutivo procurar apresentar faces diversas da Europa, tanto quanto possível apelativas, dirigidas a auditórios muito diferenciados.

Ontem, ao final da tarde, numa organização de Sciences Po, fiz em Poitiers, para umas largas dezenas de jovens, uma apresentação sobre a Europa e o modo como vemos o nosso próprio papel no projecto. O animado debate que se seguiu quase me fazia perder o TGV (bendito TGV!) para Paris. Foi muito curioso responder a várias e interessantes questões, algumas delas de tom quase inesperado, por parte de estudantes de várias origens. Aprende-se imenso ao ouvir as preocupações daqueles a quem pertence o futuro.

Hoje de manhã, já aqui em Paris, fui o "guest speaker" (até porque a apresentação foi feita em inglês) na reunião da "Bankers Association for Finance and Trade", que reune quadros superiores das grandes instituições bancárias europeias. O Tratado de Lisboa, as derivas intergovernamentais dentro da União Europeia, a preservação do Mercado Interno e outras interrogações sobre o futuro do projecto europeu animaram uma bela hora de debate. Outro auditório, outras preocupações.

Logo à noite, falarei em Neuilly sobre a experiência de Portugal na Europa. Serão outros ouvintes, muitos dos quais pertencentes às novas gerações francesas que têm origem comum portuguesa, filhos e netos de quantos, na realidade, entraram nas Comunidades Europeias antes que Portugal delas fizesse formalmente parte.

5 comentários:

  1. Anónimo11:00

    Ufh! Tem 26 anos, não é, Senhor Embaixador?

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  2. "Aprende-se imenso a ouvir as preocupações daqueles a quem pertence o futuro".
    Senhor Embaixador, só se for em Poitiers. Porque, aqui, quando falo aos jovens no seu futuro, eles olham-me com alguma tristeza e perguntam-me "Qual? Aquele que, no presente, nos estão a delapidar?".
    Garanto-lhe - e sou otimista - que não é fácil responder mantendo a seriedade.

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  3. Senhor Embaixador,
    Ontem, tive o prazer de ouvir, pela primeira vez, o diplomata brilhante que o Senhor é, dar-nos de forma simples e admirável, a sua visão da ("nossa") futura Europa.
    Com natural lucidez, disse, também, a dificuldade do futuro presidente da União Europeia em gerir a aplicação do Tratado de Lisboa tendo em conta a "spécificité" de cada um dos 27 países membros.
    Apreciei a sinceridade e optimismo das suas respostas ás perguntas da assistencia jovem (e menos jovem) que o foram ouvir em Neuilly.

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  4. Anónimo08:55

    Ainda bem que o TGV nao anda ao ritmo do seu logotipo invertido. Senao, nao podia meter o "Rossio na Rua da Betesga".

    Acho de um rasgo de génio o criativo que concebeu este logo. Apesar de me aperceber que a todas as pessoas a que chamo a atençao para este detalhe, nunca se tinham apercebido dele.

    Espero que o dia de hoje seja mais calmo.

    Julia Macias-Valet

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