quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Cúmulo

Aquele velho e prestigiado diplomata, que ocupava o lugar de topo da hierarquia da carreira das Necessidades, ouvia com atenção a opinião sobre um funcionário que recentemente fora colocado numa determinada função. As primeiras avaliações sobre ele eram dececionantes. Porém, por razões legais, tão cedo não seria possível mudá-lo de tarefas. O dirigente que lhe transmitia o parecer foi ao ponto de afirmar que o homem lhe parecia, muito simplesmente, "estúpido".

O chefe da carreira perguntou então:

- E ele trabalha?

A resposta também não foi animadora. Além de pouco dotado, o funcionário não era dedicado ao serviço e trabalhava muito pouco.

- Ótimo!

O dirigente que qualificava o funcionário ficou baralhado. Por que razão era "ótimo" que ele fosse um mau funcionário, para além de ser pouco dotado?

- Ó homem, se ele tem de ser estúpido, ao menos que seja preguiçoso...

5 comentários:

Majo disse...

~~~
~ Kkkk...kkk...
~~~~~~~~~~

Anónimo disse...

Senhor Embaixador,
Um lugar mais a juntar a outros tantos aonde os dirigentes "que não são estúpidos nem preguiçosos nunca tiveram os chamados "tomates" para sozinhos, assumirem a defesa de "res publica"! No fundo, no fundo, quem deveria ter sido penalizado?!

Jaime Santos disse...

If you are doing nothing, at least you aren't doing anything wrong...

Anónimo disse...

O artigo de Assis mostra que há uma ponta de inveja por não ter sido ele nomeado para as Necessidades. não chega ter proposto um apoderado para secretário de estado. Veremos se Augusto Santos Silva consegue ser mais atento e menos diletante que Amado na gestão dos barretes que a máquina é exímia a propor a ministros que acham que aquilo é tudo "críptico"...

António Azevedo disse...

Aí pelas Necessidades ainda há dirigentes que têm competência para analisar a competência e o desempenho dos funcionários que dirigem?
Devem ser muito velhinhos…
antónio pa