segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

A ilusão francesa


Este fim de semana, testemunhámos a concretização de umas das grandes ilusões da política francesa. O facto da Frente Nacional, de Marine Le Pen, não ter conseguido ganhar em nenhuma das regiões francesas, não obstante os resultados espetaculares obtidos na primeira volta destas eleições, significou apenas que uma aliança de votos entre a esquerda e a direita democráticas conseguiu o quase milagre de evitar esse desfecho.

Desde há vários anos que assistimos a este "teatro" democrático: os eleitores esquecem as suas clivagens e juntam-se em torno do candidato que melhor colocado possa estar para impedir a vitória do candidato da extrema-direita. É um "truque" que, até agora, tem funcionado, muito embora, neste sufrágio, as brechas tenham sido já evidentes. Por isso, nada nos garante que, no futuro, as coisas continuem a processar-se assim.

O partido de Marine Le Pen surpreendeu, uma vez mais: entre a primeira e a segunda volta subiu em número de votos, tendo obtido ontem o seu melhor resultado de sempre. As próximas eleições serão as presidenciais de 2017, onde Marine Le Pen tentará de novo a sua sorte.

Alguma França continua a pensar ser possível, por meros arranjos de natureza político-partidária, manter, por exemplo, a atual situação em que a FN, dentre os 577 deputados da sua Assembleia Nacional, tem apenas três (!) representantes próximos daquele partido. Ora quase um em cada três franceses vota Frente Nacional! Percebo e simpatizo com esta "barragem" republicana contra a sinistra extrema-direita, mas um juízo de razoabilidade democrática deve levar-nos, por um mero bom senso, à conclusão de que isto é política e institucionalmente insustentável.

Não será o prosseguinento destes entendimentos que, a prazo, travará a tragédia que seria - para a França, para a Europa e, por via desta, para Portugal e em particular para os portugueses que vivem em França - o surgimento da FN em lugares de poder. Só uma mudança das condições político-sociais que levam ao voto dos eleitores em Marine Le Pen pode alterar este estado tendencial de coisas. Isso significaria novas políticas e a recuperação da confiança, por parte do eleitorado, nos partidos mais moderados, à esquerda ou à direita. Se tal não suceder, estar-se-á apenas a adiar o inevitável.

ps - deixo uma fotografia de uma parede em Paris. Pensem nisto!

21 comentários:

Joaquim de Freitas disse...

Texto clarividente, Senhor Embaixador. Não tenhamos dúvidas sobre o resultado : Houve uma reacção dos eleitores, com 10% mais de votantes que na primeira volta, porque todos ressentiram um grave perigo para a democracia, com a eleição eventual do FN à presidência de regiões. Foram estes eleitores de reserva que impediram esta ameaça de se concretizar.

Mas tudo resta para resolver para o futuro. Afim de salvar a França do desastre FN a esquerda foi obrigada a afundar-se nas regiões onde salvou os Republicanos da derrota. Nestas regiões anunciam-se recuos para os serviços públicos, as politicas sociais, de educação e de cultura, da vida das associações. Os patrões terão novos aliados nestas regiões, enquanto que era lá que era necessário mobilizar as riquezas e os meios públicos para lutar contra o desemprego e a precariedade.

O impasse económico, social, politico e democrático paga-se caro. Prosseguir nesta via seria ir ao encontro de novos desastres e seria manifestar um grande desprezo para a mensagem enviada pelos eleitores. Vê-se bem que é urgente de sair da austeridade e dos dogmas do liberalismo.

Estes resultados abrem uma nova era política. Se é preciso combater o xenofobismo, o racismo e os métodos fascistas do FN, não é menos necessário construir um novo projecto de sociedade alimentado por acções prioritárias e medidas urgentes, para tirar o país da armadilha do tripartismo no qual o FN nos lançou.

E sobretudo, é preciso pensar que os Franceses de esquerda que votaram à direita para salvar a democracia, contra as suas convicções profundas, não perdoarão aos partidos ditos de governo se um novo projecto para a França não é elaborado antes de 2017.

Se os Franceses concedem hoje à esquerda a capacidade de gerir a economia como a direita , é no FN que vêm a capacidade de melhor lutar contra o terrorismo e a insegurança em todas as suas formas, e sobretudo contra a imigração e duma maneira geral contra a invasão da França pelos estrangeiros ! Ora esta eleição, prova bem que o medo imperou no voto de muitos eleitores que , não sendo adeptos do FN vêm nele um melhor defensor da identidade francesa.

Anónimo disse...

Penso, penso, continuo a pensar e a arrepiar-me. E nao e da temperatura que esta amena nesta manha cinzenta.

Saudades

F. Crabtree

Anónimo disse...

Engraçado deixou uma foto de uma parede pintada em França, alegadamente contra os portugueses, mas o que eu nao vi ainda aqui e sendo o senhor antigo representante diplomático de Portugal nenhum post sobre o ataque e a mentira que o seu amigo Lula da Silva, mais conhecido no mundo inteiro como o semi analfabeto e cachaceiro fez contra Portugal em Madrid. Devia ser coerente e nao atacar apenas o que lhe convém.

Francisco Seixas da Costa disse...

Talvez o comentador anónimo das 10.10 devesse ouvir o que eu disse sobre o assunto no programa "Olhar o mundo", que pode consultar noutro post. E, como verá, esteve distraído...

Anónimo disse...

Na verdade nenhum país gosta de emigrantes, ainda é recente, os portugueses de Angola,Moçambique, quando retornaram, o quê passaram em Portugal, até apelido receberam.

Retornado disse...

Os emigrantes portugueses em França preferem esquerda, em Portugal preferem direita.

Nós somos nós e não seremos muito diferentes de outros (emigrantes)

Português que não precisa emigrar, inventa sarna para se coçar.

Anónimo disse...

Embaixador, ouvi efetivamente agora o que disse no programa a respeito do beberrao do Lula, o que disse está certo, mas penso que o senhor devia ser mais incisivo na critica ao fantoche Lula. De facto é sinal de pouca inteligencia revelado pelo barbudo de Pernambuco em culpar Portugal, por outro lado menoriza o Brasil que aparece assim como País que nao sabe resolver os prórios problemas e culpa o antigo colonizador. Aliás muitos brasileiros e angolanos metem nojo sempre com a mesma conversa anti Portugal. Realmente acho que mereciam ambos uma colonizaçao Holandesa ou Inglesa, para ver se desapareciam do mapa de uma vez. Pior ainda quando se sabe que sao descendentes de alguma forma de Portugal, no caso do macaco barbado de Pernambuco, Silva é um nome portugues e ele está a chamar ignorante é aos antepassados dele.

aamgvieira disse...

O texto enviesado, serve para entreter o pagode , quando devia escrever sobre o isto:

"2084" "Boualem Sansal

il décrit un vrai totalitarisme religieux. Boualem Sansal voit la victoire des extrémistes. Peut-être qu'il a raison, sa vision du futur est très plausible».


Manuel do Edmundo-Filho disse...

"Só uma mudança das condições político-sociais que levam ao voto dos eleitores em Marine Le Pen pode alterar este estado tendencial de coisas"

Sr. Joaquim de Freitas: ora, aqui está a forma (por concretizar) mais eficaz de combater a FN . E, creio – não me atrevo a falar pelo nosso caro Embaixador – não estará, fundamentalmente, a referir-se às condições sociais de pobreza, nem ao desemprego (embora se saiba que o desemprego é mãe de muita coisa): um em cada três franceses não é pobre nem está desempregado. As condições político-sociais serão outras, mais complexas, e, acima de tudo, mais difíceis de abordar.

Muitos dos nossos democratas, quer de esquerda, quer de direita que têm a primeira responsabilidade desse outro combate às verdadeiras raízes do crescimento da FN, parecem-me, por vezes, emparedados entre o politicamente correcto, enredados que estão nos seus princípios, que receiam que um mero e formal "deslize" seja interpretado como um beliscadela num desses princípios e de imediato seja objecto de uma tempestuosa saraivada de “ismos”, e mais “ismos” “cruzados” com “fóbicos” por parte de espartanas milícias de vária índole de que, desculpar-me-á, o Joaquim de Freitas é um belo exemplo, e, claro, e do lado oposto, um temor, com alguma razão, que esse combate, ele também, possa deslizar descontroladamente para cedências à extrema-direita que se pretende precisamente combater. É por isto que hoje, na imprensa, ninguém, analistas e comentadores de diferentes áreas, quer pôr a mão na massa e pegar neste assunto a sério e a fundo e quando pegam é com indisfarçáveis pinças.

Mas sejamos claros: abrir sem qualquer critério as fronteiras à uma massiva imigração e sem acautelar condições socioeconómicas para oferecer emprego a toda essa gente e sem os albergar em guetos que naturalmente se formam (e que um sentido muito forte de comunidade e de entreajuda favorece) e que são hoje em dia um caldo de cultura onde a violência germina e, in extremis, onde germinam novos terroristas; acolher humanamente, como é nossa obrigação, refugiados sem cuidar e evitar que com eles se infiltrem outros terroristas; autorizar, por exemplo, a construção de novas mesquitas sem garantir que as que existem sejam apenas locais de um culto (legítimo como qualquer outro culto) e não centros onde se instala, instila e destila o ódio à civilização que as acolhe; Enfim, combater as origens da FN sem combater tudo isto que é o radicalismo islâmico é também ela uma grande ilusão.

Dir-me-ão que a FN já existia bem antes da eclosão do radicalismo islâmico. É bem verdade, mas era residual. Nunca cresceu tanto como agora. Nunca representou para a democracia o perigo que hoje representa.

Desta vez (os da FN) não passaram. Esperemos que da próxima vez não passem de igual modo.

Anónimo disse...

Da próxima vez só vao passar os que usam bonés á cabriteiros, esses filhos do mundo.

Jorge Beirão disse...

Não sei se deverá dar tanta importância à inscrição na parede do Centro Português. Se bem repararmos, esta frase deve ter sido escrita por um português. De facto, a palavra PORTUGUAIS esta mal escrita, já que em francês escreve-se PORTUGAIS.
Foi uma tradução literal de PORTUGUESES para PORTUGUAIS

Joaquim de Freitas disse...

Caro Senhor Manuel do Edmundo-Filho:


- Qual adjectivo utilizar quando uma mairie FN decide de pagar um "prémio" substancial a uma criança nascida numa família onde pelo menos um dos pais é europeu. Isto chama-se "preferência" nacional.
- Quando as subvenções à cultura são eliminadas segundo o perfil político/partidário dos responsáveis.
- Quando as associações que não estão na linha do partido são eliminadas, como "SOS Racismo".
- Quando a presidente do FN vai a Viena assistir ao baile anual dos nazis.
- Quando para "esta gente" os fornos crematórios foram um detalhe da história.
- Quando "alguém" que aplicou a tortura eléctrica na Argélia aos argelinos nos vem dar lições de patriotismo.

Mas existe um problema social -politico sim senhor, além do économico.

Para compreender as causas profundas da "vitória" em votos do FN, precisamos de tocar nas políticas aplicadas pelos partidos, todos os partidos , em França e na Europa. Devemos ver também porque é que a UE é responsável da subida inexorável desde há anos do FN . E como pôr em questão a política da UE , é a única maneira de combater o FN.

O que é grave na crise europeia é a teimosia dos dirigentes a apresentar a sua política como a única possível, e o receio que lhes inspira não importa qual abalo político susceptível de alterar este equilíbrio confortável.

Em 2015, os choques previsíveis eram :
1- Uma nova crise financeira.
2- Um choque vindo da esquerda.
3- Um choque vindo da direita.

De Juncker à Merkel, de Dijsselbloem à Hollande , todos deviam ter a inteligência de reconhecer que a segunda possibilidade era de longe a melhor : os movimentos políticos que prosperam hoje à esquerda da esquerda, como Podemos na Espanha ou Syrisa na Grécia, são fundamentalmente internacionalistas e pró europeus. (E o triunvirato português encabeçado pelo PS, com os aliados PC e Bloco, mesmo se pensam talvez o contrário ,alinharam sobre esta directriz).

Em vez de os rejeitar, teria sido necessário trabalhar com eles para formular as formas duma refundação democrática da UE .Mas não, eles preferiram esmagar Syrisa prolongando e agravando mesmo o calvário dos Gregos. E farão a mesma coisa aos Portugueses, sem dúvida, se necessário.

De diktat em diktat, e Portugal também teve o seu, preferiram enviar um aviso aos europeus: " não saiam das raias, senão vamos esmagar-vos. Aliás, esmagar foi o verbo que utilizou Dijsselbloem à Tsipras !
O exemplo da Grécia fez reflectir muitos. Bloqueando a via alternativa à esquerda , criaram as condições para que os cidadãos procurassem uma solução à extrema direita para o seu desespero.

Ontem, os Franceses não disseram outra coisa: impedimos o FN de aceder ao poder das regiões, mas não garantimos que em 2017 não lhe daremos o poder do executivo.
A vontade dos povos de poder ter uma política social justa, que se ataque aos mais ricos para sair da crise foi simplesmente interdita pelo establishment europeu. Pois bem : Em 2017 vamos fazer saltar o segundo motor da Europa, a França.

A vaga de austeridade, de precariedade do emprego, e de privatizações que assolou a Europa, apoiada por todas as grandes famílias tradicionais europeias, liberais, sociais- democratas, e conservadoras foi o combustível do FN.

O problema é que o FN se apresenta como a solução para todos os problemas actuais. Ora sabe-se muito bem que as suas soluções puramente demagógicas, só escapam aos incultos da política, que são infelizmente aqueles que mais sofrem das políticas da UE.
Sair da Europa, sair do Euro, fechar as fronteiras, restabelecer a alfândega, esquecendo o lugar da economia francesa no mundo, seria suicidário. Ninguém , dotado de bom senso , crê que o FN tem as soluções "inteligentes" e aplicáveis nestes campos.

Antonio Cristovao disse...

A deriva recente de considerar uns votos democráticos e outros avaliados por tudologos da treta, são considerados não democráticos, alem de moralmente repugnante, vai acabra mais tarde ou não por provocar odios perogosos.
Todos sabemos o que tem sido o martirio que em Africa e na America latina, tem sido o aceitar a derrota por parte dos "democratas" de serviço.

Gladiador disse...

Os jornalistas terroristas não param de espalhar mentiras e veneno anti-patriótico.

Mais uma vez a FN tem o mérito de combater sozinha o regime dos interesses e da traição.

Hoje a França esta bi-partidarizada. Não pela velha falácia de direita e esquerda, mas sim pela realidade de ter de um lado da barricada, os nacionalistas e do outro a coligação mundialista dos partidos do sistema. De um lado estão esquerda, direita, grande capital e os jornalistas terroristas e do outro lado o partido do povo.

Quando se é coerente, não se fazem concessões de circunstância, até porque o sistema está podre, prestes a cair e é tudo uma questão de tempo e muito trabalho.

O meu respeito à FN e a todos os partidos Nacionalistas que combatem para que um dia a Europa seja livre!

Joaquim de Freitas disse...

Voilà um "Gladiador" que desce para a arena para clamar o patriotismo do FN ! Como se a extrema direita não tivesse sido o partido da colaboração com os nazis, o partido de Vichy. O partido das milícias que fuzilavam os resistentes, os verdadeiros patriotas.

Curiosamente, o "Gladiador" pensa e escreve como o PC no passado : o partido do "sozinho contra todos "! Que o isolou completamente no espectro político durante muitos anos.

O FN , por aquilo que representa : o racismo, a xenofobia , o anti-semitismo, a islamofobia e o fascismo , obriga todos os outros partidos republicanos a unirem-se para lhe oporem uma barragem custe o que custar , cada vez que pretende avançar para o poder. E encontra-se só no momento final.

E assim será em todas as eleições , mesmo se , entretanto, demagogicamente , tentará com certo sucesso explorar as deficiências duma Europa que maltrata os povos. Mas não é com os seus métodos totalitários que se pode reformatar a UE. Não estamos em Nuremberga.

Gladiador disse...

Aconteceu, enfim, o que se esperava que acontecesse e diz muitíssimo sobre a elite político-cultural reinante: uma vez que o que interessa a tal gente é acima de tudo impedir que o povo possa ser defendido contra o ideal mundialista anti-fronteiras, toda a classe política dominante uniu-se contra os Nacionalistas, como de resto já tinha acontecido no início da década de 2000, quando Jean-Marie Le Pen, então líder da FN, passou à segunda volta das eleições presidenciais, batendo o socialista Leonel Jospin e enfrentando o conservador Jacques Chirac, acusado de corrupção, que acabou por ganhar porque a Esquerda declarava que era melhor votar num vigarista do que deixar um «fascista» ganhar… Aconteceu também o mesmo na Suíça, ao longo dos últimos anos, em que todos os partidos da classe política reinante se uniram contra o nacionalista SVP/UDC para que este não dominasse o parlamento. O que de facto se verifica é que o SVP/UDC não se deixou ir abaixo por causa disso, e não só não foi abaixo como continuou a ser o partido mais votado do país nos últimos dez anos e este ano venceu as eleições com ainda mais votos do que tinha tido anteriormente… a pouco e pouco persistiu e agora já tem dois ministros no governo. De modo similar, constata-se que a FN francesa não desarma – e desta vez alcança o feito de, contra tudo e contra todos, tendo do seu lado «apenas» o povo, triplicar os votos. É obra, no mínimo. O seu eleitorado está consolidado. Dizer-se que o voto na Extrema-Direita é um «voto de protesto» já não pega há que tempos. A FN é agora um partido tão grande como o partido socialista francês, ou seja, está como uma das três grandes forças partidárias. E a marcha continua e vai continuar até à vitória total. Já estiveram os Nacionalistas franceses mais longe do poder.

Joaquim de Freitas disse...

Senhor Manuel do Edmundo - Filho:

Se o Senhor Embaixador o permitir, algumas palavras mais sobre os migrantes, que não comentei.

Problema internacional, que exige uma resposta internacional. Nenhum país pode resolvê-lo sozinho. Se respondemos com o medo a um problema que pede compreensão e humanidade, sabendo que o medo é um sentimento nato, não resolveremos o problema que, sejamos honestos, ajudamos , nós, os Ocidentais, grandemente a criar.

Se respondemos com uma fobia do Islão , porque somos Cristãos, esquecemos que é essa reacção que Daesh quer fomentar , porque sabem que existem 10 milhões de Muçulmanos na Europa que podem transformar-se numa poderosa 5° coluna!

Se pensamos travar ou eliminar esta "invasão" pela força, e dominar Daesh pela guerra aérea, perdemos o nosso dinheiro e o nosso tempo. Os EUA conduzem a "War on Terror" desde há anos e não avançaram dum palmo na solução!

Isolar a Europa será ainda mais difícil que para os EUA, que não puderam impedir o 9/11. Como o isolacionismo americano nos anos 30 não pôde impedir Pearl Harbour e a guerra que lhes custou 400 000 mortos.

Alors !

Rever a construção europeia, elaborar um projecto de UE realmente democrática e solidária entre os países europeus, mais justiça social, mais educação, controlo da força do capital que usa e abusa da liberdade de movimento para explorar mais facilmente o mundo do trabalho, deslocalizando quando lhe convém, para aumentar os lucros "domesticando" os trabalhadores, combater o flagelo da corrupção que existe nas altas esferas políticas e económicas, pôr o homem no centro do mercado e não o contrário, tal me parece a solução que evitará a morte , um dia, da democracia.

Creio que um tal projecto não poderá ver o dia sem a cooperação de todas as correntes políticas de esquerda como de direita. O tempo do fim das guerras de "posição" partidárias aproxima-se. Os problemas são imensos e variados e não podem ser resolvidos por facções dispersas da sociedade, em alternâncias demagógicas concorrentes.

António Azevedo disse...

Os Franceses dividem-se em chauvinistas da FN e chauvinistas da FR
antonio pa

Anónimo disse...

Enquanto os partidos do centro não mudarem as políticas que favorecem o capital e o patronato, a extrema esquerda ou a extrema direita vão ganhando adeptos por esse mundo fora.

São disse...

Tenho muito receio das próximas presidenciais!

Esperemos que não aconteçam mais atentados nem coisas menos inteligentes da parte de quem governa.

E se os Partidos de Esquerda continuarem a desviar-se para a Direita...não espero nada de bom.

Saudações


Anónimo disse...

completamente de acordo com o escrito

quanto a imagem graffitis todos podemos fazer
estes parecem-me bem mais adequados do que uns que dizem allah ou ici n'est pas la france...

cumprimentos