quarta-feira, novembro 21, 2018

Michelin


Demorou alguns anos, deu bastante trabalho a algumas pessoas que nisso muito se empenharam, envolveu várias entidades, mas, finalmente, concretiza-se hoje: a Michelin organiza, pela primeira vez em Portugal, o lançamento do seu Guia anual para a península ibérica. Nele figuram todas as relevantes indicações de hotelaria e restauração, organizadas por localidades, com indicações dos principais restaurantes - incluindo aqueles a que a Michelin atribui as famosas “estrelas” ou que destaca com a marca de qualidade de “Bib Gourmand”.

Alguns irão dizer - já os estou a ouvir - que tudo isto tem pouca importância, que o impacto global sobre a nossa indústria de restauração não é significativo, que as “estrelas” da Michelin são irrelevantes. Talvez quem conhece melhor os temas do turismo e da promoção da imagem de Portugal possa falar com maior propriedade sobre os efeitos deste evento. 

Neste dia em que uma ideia se concretiza, deixo um abraço a duas pessoas que foram instrumentais nesta questão. Pessoas que, um dia, ao terem falado entre si, fizeram com que o que hoje acontece acabasse por ser possível. Espero não estar a revelar um segredo ao colocar aqui os seus nomes: Fortunato da Câmara, crítico gastronómico do “Expresso”, e Alberto Laplaine Guimarães, secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa e diretor da Academia Portuguesa de Gastronomia.

7 comentários:

  1. Anónimo13:24

    Todas as iniciativas são efectivamente louváveis e merecem a consideração pelo trabalho que deram a quem organizou e que acredito poderá ter mais valias disso. Mas o que traz isso ao bolso dos portugueses? Tal como a WebSummit, o Euro e outras tantas, o que representa isso no final do mês para cada um de nós?

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  2. De facto, vendo as coisas na perspetiva de “caixa registadora” imediata do comentador das 13:24, isto vale pouco. Há, porém, pessoas que não têm a mesma perspetiva, por muito que ele não queira acreditar.

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  3. Miguel Félix António15:24

    Fico muito contente que um grande amigo, Alberto Laplaine Guimarãis, seja por si reconhecido como artífice de tal empreitada, mas sinceramente, senhor Embaixador, tal circunstância não me surpreende, pois, ele é um verdadeiro "doer"...Tivéssemos nós em Portugal mais servidores do Estado como ele e o país seria certamente diferente, para melhor.

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  4. Anónimo16:13

    Curioso, por exemplo, o Euro foi em 2004, parece que ainda há estádios que não estão pagos e outros abandonados e o "povo" continua sem ver dinheiro nos bolsos. Até estivemos perto de uma bancarrota depois disso. Ainda é para acreditar?

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  5. Eu penso que dá uma boa imagem de nível da nossa restauração
    e que a organização do evento está de parabéns !

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  6. Anónimo22:49

    Isto sim, são assuntos que interessam: já agora, se houvesse liberdade na península ibérica, isto era um certame entre portugueses, bascos e catalães...

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  7. Anónimo09:18

    eu sou um desses que já está a ouvir: um evento ibérico de cozinha francesa que em vez de decorrer, como habitualmente, em espanha decorre em portugal. é importante? não sei se é. para quem é fã da sardinha assada e do cozido (em quantidade!) o ter estrelas michelin é logo sinónimo de não frequentar (até pelo preço).

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