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quinta-feira, novembro 01, 2018

“Já não é o que era!”


A frase é quase sempre dita num tom entre o nostálgico e o sobranceiro - sobre restaurantes, lojas ou hotéis, que o tempo marcou e cujo serviço terá decaído, o que também é ajudado pelo facto dos nossos padrões de referência também se terem alterado. É que, entretanto, surgiram coisas novas, não houve por ali capacidade de adaptação, os locais e os serviços deixaram-se ficar para trás, sem consciência de que era necessário manter uma constante renovação. Algumas vezes, um certo charme decadente ajudou à sobrevivência digna. Algum pessoal, vindo do passado, pode ter sido um fator simpático de fidelização. Mas essa não é a regra e, as mais das vezes, paira por esses locais um ar de cansaço e desânimo. À saída, a realidade torna-nos cruéis e não perdoamos: “já não é o que era!”

Será, com certeza, um efeito colateral da idade, mas acho alguma graça em revisitar esses locais. Como hoje, deliberadamente, vou fazer. É o meu “circuito do já não é o que era”.

São todos iguais?

Ontem falei aqui dos cartazes políticos que se eternizam na paisagem. Não expliquei por que razão ninguém reprime isso, com fortes coimas ou...