domingo, 25 de novembro de 2018

25 de novembro (2)


Ter hoje as forças políticas que, em 1975, apostavam numa via revolucionária integradas numa solução constitucional de governo é talvez a maior vitória do 25 de novembro.

Obrigado, Ernesto Melo Antunes.

6 comentários:

Anónimo disse...

O dia em que resistimos e não permitimos que os radicais de extrema-esquerda tranformassem Portugal numa nova Cuba ou numa actual Venezuela.

O dia em que preferimos a liberdade.

Mas não se enganem, Portugal ainda está cheio desses mesmos radicais agora defendendo palermices fracturantes, minando a estrutura da sociedade europeia ocidental.

Francisco de Sousa Rodrigues disse...

Sem dúvida.
Um viva à diversidade!

Anónimo disse...

Este post seria verdade se o PC e o Bloco defendessem verdadeiramente a Democracia e a Liberdade- mas infelizmente não o fazem.

A Nossa Travessa disse...

Meu caro Franciscamigo

Um Senhor. Viva!

Abração
Henrique, o Leãozão🦁

Manuel do Edmundo-Filho disse...

Melo Antunes, o único militar de Abril que teve a coragem de reconhecer que em relação à inevitável descolonização "podíamos ter feito melhor", ao contrário de Mário Soares (a quem a democracia também muito deve, juntamente com o próprio Melo Antunes e Eanes) que sempre achou que "fizemos descolonizção exemplar). Obrigado Melo Antunes.

Joaquim de Freitas disse...

Ao anonimo de 25 de novembro de 2018 às 12:33:
Que escreve; “radicais agora defendendo palermices fracturantes, minando a estrutura da sociedade europeia ocidental.”

Curioso? Porque o anónimo acha que são “os radicais” que minam a estrutura da sociedade europeia ocidental? Estes radicais provocaram a crise de 2008, a falência da Lehman Brothers e de dezenas de bancos no mundo, da maior companhia de seguros no mundo, a austeridade imposta pelo FMI, as guerras do Médio Oriente, etc,etc. ?

Hoje pensa-se que o Capitalismo triunfou do Socialismo.

Isso pode ser verdade e a história decidirá Mas não se pode de nenhuma maneira afirmar que triunfou sobre a democracia, isto é, duma busca incessante de formas mais elevadas de contrato social.

Os “Coletes Amarelos” em França são um exemplo. Essa classe “laboriosa” , utilizando o termo de Macron, seria radical, porque recusa o recuo das condições de vida, num sistema económico que fabrica milionários todos os dias, cada vez mais ricos?

A concepção toda liberal do futuro parece, de facto, basear-se num contra-senso. É porque não se faz a felicidade das pessoas contra a sua vontade, que os regimes comunistas derrocaram no Leste da Europa;

Este colapso é, portanto, uma vitória da democracia, em vez da economia de mercado.

Se o capitalismo, excluindo a política, se tornasse totalitário, arriscaria o colapso por sua vez.
Porque em nenhum outro período da nossa história — com excepção dos anos 1930 — as disfunções da economia global não foram tão severas que hoje: o desemprego de massa, o enorme crescimento das desigualdades e a pobreza nos países ricos; Miséria insuportável em muitos países em desenvolvimento e ampliando as desigualdades de renda per capita entre países.

Isto não pode deixar a democracia indiferente. Precisamos não esquecer, que o sistema económico é sempre mediatizado pelo regime político, e que neste sentido, não pode existir apenas canais impuros. Porque vivemos em democracias de mercado e não em economias de mercado.