sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Tocaio

A “Sábado” traz ontem um artigo sobre o antigo Hotel Tocaio, em Vila Real, assinado por Maria Espírito Santo. 

Como o texto bem destaca, o Tocaio foi, por muitos anos, o centro cosmopolita de uma cidade onde só raramente aportavam figuras de destaque, as quais, naturalmente, era por ali que se alojavam. O artigo traz, nesse particular, algumas histórias curiosas. A cidade fazia alguma “cerimónia” com o Tocaio, com exceção, a partir de certa altura, do bar do hotel, que passou a ser frequentado como espaço social mais aberto.

O Tocaio, contudo, havia deixado de funcionar já há décadas, mantendo-se como uma triste ruina, no centro da mais emblemática avenida da cidade. Vai agora ser transformado numa clínica privada, mantendo a traça da sua última versão arquitetónica. Do mal o menos! Numa metáfora que se liga à sua futura utilização, pode dizer-se que é sempre preferível uma “cicatriz”, mais ou menos bonita, à “ferida” que Vila Real ali teve aberta por muitos anos. E ganha-se um equipamento de saúde, o que não é despiciendo.

Sou testemunha pessoal de que, desde o início do seu mandato, o atual presidente da Câmara, Rui Santos, se empenhou fortemente na procura de uma solução para uma reutilização do espaço do antigo Tocaio. Com o entendimento encontrado com a família Serôdio, proprietária do edifício, a cidade a ele muito fica a dever a descoberta da solução que foi possível para o problema. 

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