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segunda-feira, agosto 13, 2018

Elogio da vilegiatura

Estou prestes a encerrar o capítulo arenoso, aquático e fotovoltaico das minhas férias. Correu tal e qual o tinha pensado, tirando o inferno do calor da semana passada, que não estava no programa. Há quem goste de ter férias excitantes. Que lhes faça bom proveito! Eu excito-me imenso com uma bem gerida rotina de descanso absoluto, tentando não ser confrontado com a menor surpresa (embora ninguém esteja livre de um telefonema no-la poder trazer, e bem desagradável), com a jubilosa antecipação de não ter horas para cumprir quaisquer outras agendas que não sejam as da (minha própria e bem estudada) desorganização, vivendo com serenidade (e sem dramas) a frustração de não ter conseguido ler sequer um terço do que trouxe comigo, acarretando os quilos a mais que já sabia que iria ganhar (medidos "a olho", porque felizmente não tenho balança). O meu "mês Timberland" segue assim, com precisão, o "template" que lhe imprimi nos últimos anos. Prometo (mas só a mim próprio, para poder incumprir sem ter de me desculpar, se tal me der na real gana) que vou pensar se, para o ano, continuarei a (não) fazer o mesmo, isto é, tendencialmente e com o comprovado êxito, a conseguir levar a cabo, de forma esforçada, o desiderato de não mexer uma palha. Fala-vos um "expert": é que requer imenso trabalho, e diuturnidades de aturada prática de sofá, conseguir gerir, de forma sustentada, a preguiça a que conquistámos um inalienável direito, com o suor da completa ausência do menor exercício físico.

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