sábado, 18 de agosto de 2018

Manuel Freitas


Manuel Freitas não nasceu em Viana do Castelo. Economista de profissão, ligar-se-ia à cidade através de um tio que foi proprietário da mais emblemática ourivesaria da cidade, a Ourivesaria Freitas, do qual seria herdeiro. 

Por Viana casou e a cidade passaria ser o cenário de toda a sua vida, nomeadamente do seu notório empenhamento cívico. O país, contudo, viria a conhecê-lo mais por momentos trágicos que atravessou - a sua ourivesaria e o Museu do Ouro que criou viriam a ser objeto de assaltos que ficaram na memória coletiva.

Ao ouro de Viana e à história da arte criada em seu torno Manuel Freitas dedicou grande parte do seu talento. Sobre isto escreveu e foi, ele próprio, artífice reconhecido de peças belíssimas que hoje fazem parte do património artístico da capital do Alto Minho. O Museu do Traje da cidade inclui um riquíssimo espaço dedicado ao ouro, por ele oferecido.

Daqui a escassas semanas, passará um ano desde que Manuel Freitas nos deixou. Neste dia das festas da Senhora da Agonia, em que muitas lavradeiras se passeiam com o ouro que ele com tanto carinho estudou, e que se esforçou por divulgar pelo país e pelo mundo, deixo aqui um abraço saudoso em sua memória. E também à Filomena, a sua mulher-coragem, heroína de demasiadas tristezas.

1 comentário:

Anónimo disse...

https://twitter.com/ArquivoEphemera/status/1034760601443205120