Se tivessem sido aplicadas sanções a Portugal, a culpa era do governo, não era? Não haveria bicho careta fora da "geringonça" (e alguns dentro dela) que não achasse que teria sido uma grande derrota para António Costa. Estamos de acordo nisto, não estamos?
Pois muito bem, passemos então à frente. Não houve sanções. Então, por um raciocínio de lógica meridiana, se não houve uma derrota para o governo, houve uma vitória para o governo. Nestas coisas ninguém empata (é como a gravidez: ninguém está "um bocadinho" grávido).
Será que, neste caso, os potenciais críticos, no caso de um resultado diferente, estarão preparados para felicitar o primeiro-ministro do seu país por aquilo que constituiu, sem a menor sombra de dúvida, uma vitória de Portugal? E uma vitória é, apenas e simplesmente, o contrário de uma derrota, ou a lógica é uma batata.