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terça-feira, julho 26, 2016

O prisma da vida

Há pouco, estive à conversa com um amigo de outra nacionalidade, à porta do hotel em que estamos hospedados, numa deslocação de trabalho, num país distante de Portugal. Como o hotel é para não fumadores, estávamos no exterior, numa bela (e aqui rara) noite de Verão. Ele fumava um valente Cohibas, acompanhado de um Johnny Walker Blue Label duplo. Resisti a juntar-me "num copo"; depois de um imenso dia de trabalho, tinha optado por "jantar" uma simples cerveja. Para quem já deu o fígado pela pátria, numa profissão que a isso (quase) obriga, um Scotch àquela hora ia dar-me cabo da noite. E preciso de dormir, que o dia de amanhã promete ser igualmente trabalhoso.

A certa altura, falou-se da vida dele, quadro internacional, viajante de motoristas e hotéis com bastas estrelas, turista de neve e de caçadas em África, frequentador de resorts exóticos e proprietário de bons carros, dizem-me que com uma casa de sonho. Acho interessante - por curiosidade e sem a menor inveja - olhar estes percursos profissionais de excelência, vidas entre salas "business" de aeroportos, horas intensas dedicadas a analisar os "Ebitda" e os "cash-flows", a determinar os "roic" e os "break-even" das empresas, conhecimentos pagos, claro! pelo seu real valor. E naturalmente, os luxos e prazeres da vida de que usufrui, que julgo bem merecidos por aquilo que faz. A certa altura, ele sintetizou, com "simplicidade": "sabes, há vidas mais baratas! Mas não prestam..." 

Cada um olha as coisas do seu prisma. E temos obrigação de os compreender, sem ceder à tentação fácil de, sobre as suas opções, emitirmos pretensiosos juízos de valor.

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