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sábado, julho 02, 2016

Referendo europeu

Faço um "disclaimer" prévio: sou arraigadamente contra o instituto do referendo, sempre achei a sua inserção constitucional uma insensatez e nunca coloquei o meu voto num referendo. Nem o farei nunca. Ou alguém quer testar a sensatez popular e arriscar um referendo sobre se deve ou não haver impostos? 

Dito isto, acho normal, em democracia, que haja quem goste de referendos e até que, à suiça, os procure organizar por tudo e por nada. Estão no seu pleníssimo direito.

Por isso vi, com naturalidade, que ao  Bloco de Esquerda, claramente para fazer um "número" mediático, num encontro qualquer que realizou, lhe desse na veneta propor um referendo sobre a Europa. 

Como já se está na fase de rapar o fundo do tacho dos temas fraturantes (embora o Bloco não tenha coragem para arriscar um referendo às touradas, não vá o povo espetar-lhe a bandarilha do "sim"), à boleia do Brexit saiu-lhes aquela imaginativa pérola.

Em 15 segundos, o presidente da República arquivou-lhes a insensatez e o PS, coitado, lá teve de dizer aquelas coisas oblíquas que é obrigado a exprimir, quase sempre argumentando contra a "oportunidade", perante os humores ciclotímicos dos "compagnons de route" da geringonça, obrigados a fazer prova de vida própria.

Tudo acabou por aí? Não! Alguma direita mediática e uns tenores partidários sem serviço atribuído vêm agora falar da "gravidade" da proposta do Bloco, da imagem de irresponsabilidade que isso projeta sobre a imagem do governo, sobre Portugal e, se calhar, sobre a civilização ocidental.

Conhecendo-os, estou certo que os mais importantes embaixadores estrangeiros em Lisboa terão dado ao assunto a importância que ele tinha. Isto é, nenhuma.

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