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quinta-feira, julho 21, 2016

A Europa no Pátio da Galé


Participei esta manhã na Grande Conferência Europa, organizada pelo "Diário de Notícias". 

Achei graça intervir num painel com três políticos "no ativo" - Maria Luis Albuquerque, Mariana Mortágua e Nuno Melo, num debate moderado por Paulo Baldaia. Como não podia deixar de ser, a conjuntura nacional (sanções, geringonça, culpas, resgate, mutualização da dívida, etc) raptou um pouco o debate. Tinha prometido a mim mesmo não ir por aí, e não fui. Interessava-me, na sequência do discurso europeísta proferido momentos antes pelo presidente da República, deixar evidentes algumas das contradições em que a Europa está mergulhada. Foi o que procurei fazer. António Costa iria encerrar mais tarde a conferência. Interessava-me bastante ouvir a sua perspetiva sobre o processo europeu. Infelizmente, não pude ouvi-lo, porque tinha outro compromisso. A ubiquidade ainda não é um dos meus atributos.

Ao falar naquele espaço, lembrei-me que por ali fui responsável pela organização, em 2013, a convite de António José Seguro, de um interessante debate sobre o tema europeu. Recordo-me que o então líder do PS me deu completa liberdade para escolher quem eu entendesse para intervir essa conferência. Foi assim que ali estiveram figuras que não se reviam necessariamente nas políticas socialistas, a par de outros que eram críticos do então secretário-geral do PS. Gente de grande qualidade, que nos ajudou a pensar a Europa. A liberdade é isso mesmo e Seguro praticou-a.

Passaram três anos. Muita água correu, entretanto, sob as pontes europeias. E, por cá, também. Mas, no essencial, o que eu pensava à época sobre o projeto europeu é o que penso hoje. Mas não excluo que possa ser defeito meu....

"Da Guerra e da Paz"