quarta-feira, novembro 13, 2013

Aos papéis

O país era ainda jovem, o diplomata que o representava naquela reunião internacional também o era. Tinha, além disso, muito pouca experiência e era visível o nervosismo com que intervinha, de forma hesitante, no inglês de regra. O seu embaraço de novato era seguido, com simpatia, por colegas de outras delegações, que ansiavam, para seu bem, vê-lo terminar a intervenção, que se prolongava para além do razoável, naquela conhecida sina de quem não consegue descobrir um final condigno.

A certo passo, querendo referir-se a uma "folha de papel", a precipitação fê-lo trocar a expressão "sheet of paper" pelo seu inverso - "paper of sheet" - tendo a última palavra da expressão soado como uma sua homófona. A sala caiu em gargalhadas. Acontece...

5 comentários:

  1. Anónimo08:57

    Quem sabe se, no fundo, ele não tinha razão?Quantas vezes nessas reuniões se discutem "papers" ou "non papers" que não valem nada!

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  2. Anónimo11:03

    Um post onde ecoam reminiscências do passado de outros personagens, sem identificação.

    Mais vale escrever umas memórias, ecoando as suas ideias passadas e actuais !

    Alexandre

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  3. ...ou seja,dito de maneira mais aceitavel em publico ou reuniões, papel higienico ou de toilette...

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  4. Anónimo15:31

    O nosso problema nunca foi, depois do 25 de Novembro, falta de diplomatas a fazer papeis, sempre foi o de haver quem os faça.



    Alexandre

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  5. Caro Alexandre: cada um sabe de si, não acha?

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