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segunda-feira, julho 01, 2013

Juventude

Estou num aeroporto, a aguardar um voo para a Tunísia, onde o Centro Norte-Sul organiza uma "universidade" dedicada à juventude europeia e magrebina, sobre cidadania global. Há muitas mais coisas úteis a serem feitas, por esse mundo fora, com vista a favorecer o diálogo entre pessoas com origens culturais diferentes do que se pode presumir.

É muito curiosa esta sensação de trabalhar, no dia-a-dia, com gente muito mais nova do que nós. Às vezes, interrogo-me sobre se a experiência que transmito não estará datada, se não tendemos a valorizar em excesso o que aprendemos nos tempos em que o tempo corria mais devagar. E, com alguma diversão interior, fico a imaginar o que realmente pensa de nós quem nos ouve, por detrás da educada paciência com que atentam nas ideias que lhes transmitimos.

Teremos nós a capacidade para entender o mundo novo à nossa volta? E, quando aceitamos esses estímulos que não resultam necessariamente da nossa época, não estaremos a assumir algum artificialismo no comportamento? Estaremos a tolerar o "jeunisme" ou apenas a ser paternalistas?

Há meses, um grande empresário português, homem bem mais velho que eu, a quem a idade física não atenua a estamina, fazia-me um curioso comentário: "Eu faço um esforço permanente para aceitar o novo, para tomar riscos e decisões como se tivesse 30 anos. Mas, às vezes, pergunto-me se todo este meu voluntarismo não estará a privilegiar uma busca obsessiva da novidade, em detrimento de algum ponderado bom-senso".

Fiquei a pensar nisto.

Entrevista ao "Público" e à Rádio Renascença

  Ver aqui:  https://vimeo.com/1159303777  ou aqui  https://rr.pt/noticia/amp/hora-da-verdade/2026/01/29/seixas-da-costa-portugal-teve-posic...