Devo dizer que já me não recordava de ter passado uma noite de cinema tão divertida como a de ontem, ao assistir à comédia cinematográfica "A gaiola dourada". As peripécias em torno da existência de um casal de trabalhadores portugueses em Paris, com os todos os "clichés" e quadros de vida comuns a tantos outros compatriotas nossos, são tratadas de uma forma ao mesmo tempo carinhosa e descomplexada, graças a um belo "script" e a excelentes interpretações, dentre as quais me permito destacar a minha amiga Jacqueline Corado da Silva, bem como o próprio realizador-ator luso-francês Rúben Alves - que com este filme quis homenagear os seus pais. Fui dar a ambos um abraço de parabéns por este seu delicioso trabalho, que honra a memória da nossa fantástica comunidade em França, junto da qual tive o privilégio de trabalhar durante os quatro últimos anos da minha carreira.
Gostei de ver na assistência o meu antigo colega, o embaixador francês em Portugal, Pascal Teixeira da Silva, ele próprio um descendente de portugueses emigrados, que em breve termina a sua missão em Lisboa. E fiquei muito feliz por deparar, no meio da multidão, com um grande amigo dos portugueses em França, o "maire" do "XIVème arrondissement" de Paris, Pascal Cherki, também membro do grupo de amizade França-Portugal no parlamento francês.
Por algumas horas, "regressei" a Paris, à alegria sã da nossa comunidade e ao seu insuperável orgulho nas suas raízes. E, não sendo eu nostálgico, confesso que isso me fez muito bem.
