Nunca me tinha lembrado de uma realidade que o "Le Monde", há poucas horas, descortinou: os britânicos têm hoje precisamente um modelo de Europa que sempre quiseram ter. Isto é, uma estrutura basicamente assente no mercado único, cheia de "opt out", alargada ao ponto da diversidade tornar inviável uma cultura comum e um poder coletivo, e cada vez menos federal, dotado de uma representação externa de nível patético, esta última coordenada por uma figura britânica de segunda escolha.
"Chapeau!", como diriam os franceses.
