Admito que possa ser uma reacção pessoal algo epidérmica, mas confesso que me irrita sobremaneira aquele gesto dos políticos que entram num palco ou num acto público e apontam, por sistema, para um ou outro figurante desconhecido na assistência, como que reconhecendo um amigo. Imagino que o visado deva regressar a casa impante, por ter sido singularizado. E algumas pessoas ao lado também, porque pensaram ser para elas a atenção.O gesto costuma ser mais comum do lado americano do Atlântico, qualquer que seja a sua orientação política, sendo muito vulgar em campanhas presidenciais. Do lado europeu, parece, por ora, haver um maior contenção. Valha-nos isso!