sexta-feira, 26 de julho de 2013

Ele aí está!

Ele explicou. Olhar frio, como se falasse de Saturno. Mas era de Portugal que ele falava. As coisas, para ele, eram muito claras. E "simples". Em linhas gerais, o nosso défice tinha três componentes: o serviço da dívida pública (isto é, o pagamento dos juros), os gastos correntes do Estado (em especial, os custos salariais da função pública) e as pensões de reforma. Ele esclareceu: o pagamento dos juros é incontornável, porque disso depende a nossa credibilidade externa; no caso da função pública, há limitações constitucionais para a sua redução e uma frente sindical que faz com que seja bastante elevado o custo político para impor mudanças com impacte quantitativo significativo; restam, assim, as pensões, área em que "forçosamente" terão de incidir os principais cortes. Não pode deixar de ser tido em conta o facto de se tratar de "uma categoria social com fraca capacidade reivindicativa", o que "compreensivelmente" converte os pensionistas no "alvo prioritário natural" para a redução da despesa pública. E ele disse mais. Sobre quão importante seria se pudesse haver mecanismos ("não constrangentes", concedeu) que fizessem com que muitas das pessoas reformadas se convencessem a regressar "à província", de onde grande parte delas é originária, onde o custo de vida é mais baixo e "mais compatível com as novas e mais reduzidas reformas que forçosamente passarão a ter no futuro". Para concluir, ele também disse: "faço parte de uma geração que não tem receio de dizer alto que não está disponível para pagar o preço de ter de sustentar as reformas que o atual sistema criou". Agora, ele aí está!

31 comentários:

Helena Oneto disse...

Ce n'est pas drôle d'être "vieux" de nos jours, cher ami.
Tant pis pour ceux qui n'ont pas voulu le PEC4! depuis, ils ont déjà avalé le 40 et ce n'est pas fini...

Isabel Costa disse...

Agradecia que identificasse a fonte. Quem é o "ele"? Não chego lá!

Um Jeito Manso disse...

Credo, que arrepia ler uma coisa destas.

Até me apetece reproduzir uma coisa que acabei de escrever lá no meu canto, onde transcrevi pequenos excertos do Rumor Civil de Nuno Brederode Santos.

Sobre o yuppie típico e sobre Cavaco Silva (um ódio de estimação que, como saberá, muito o inspirava), escreveu ele que 'encaixavam com rigor milimétrico num imorredouro retrato traçado por Oscar Wilde: sabe tudo sobre preços e nada sobre valores.'

A questão, aqui chegados, é saber como nos poderemos libertar do jugo destes espécimes que, por pouca sorte nossa, não estão em extinção como o ornitorrinco.

Os meus cumprimentos, Embaixador.


PS: E espero que não tenha deixado de dar uma instrutiva lição a essa criatura com quem falou. Ou então um calduço.

Anónimo disse...

Esse tipo deve ser um fascista

opjj disse...

Para ser correcto ponha o nome dos bois.Seja transparente, não jogue ás escondidas.
cumprimentos

Anónimo disse...

Eu, reformado, me confesso.
Sim senhor, aquele senhor "Ele" tem razão. Também penso que os reformados não têm nada que andar p'raí a viver à custa dos outros. No tempo do Salazar não havia nada disso de reformas e as pessoas viviam. Curvadas, mas viviam. E havia campos de cultivo para todos. E maninhos. Os maninhos eram "coletivizados" e cada familia tinha a sua parcela, que não sempre a mesma, "regida" pelo regedor, e dali levava fertilisante para os campos...
Na feira só se comparava o açúcar e o sabão. A água era de graça. Os velhos da minha infancia, se algum citadino lá fosse a dizer-lhe que doravante era preciso pagar a água, resolviam o problema à sacholada. Sim senhor, senhor Ele, muita questão de água foi resolvida à sacholada.
Vivia-se do campo senhor Ele. E vivia-se sem esta complicação das privatizações e do mercado.
Por isso estou de acordo com o senhor Ele. Os reformados devem organizar a sua vida em coletividade: Cultivar o suficiente para o coletivo e, se houver excedente, dar o excedente aos jovens. Esta, uma forma prática de luta contra os monopólios. Cultivar para consumo próprio, e dar. Dar o excedente.
Para a água e os maninhos, sacholada.
Oh senhor Ele, olhe que os reformados têm mais poder do que aquele que o senhor Tôr imagina...
José Barros

Anónimo disse...

Só pode ser o homem das mines.

Um bom dia para todos, que o tempo está lindo no Algarve.

Zé du Mar

Helena Sacadura Cabral disse...

É evidentemente um:
1. Político
2. Economista de formação
internacional
3. Não reformado ou com
reforma dourada que
acumula com outras
funções
4. Idiota

Bmonteiro disse...

Libertar-mo-nos?
Em 1892, o país ficou uma década sem financiamento externo.
Alguma vez pensaram os interessados, abdicar de pensões obtidas ou mantidas nas costas o povo?
De Mr Cavaco a Miss Esteves ou Mira Amaral?

Anónimo disse...

Meus senhores (incluído o Sr Embaixador): Sou reformado, a minha mulher é reformada. Temos "levado na corneta", de forma violenta, como todos os reformados e pensionistas.
Todos? Todos não, há excepções, há privilégios!
Ou seja: há portugueses de primeira e de segunda.

O mínimo que o Sr Embaixador pode fazer (e quem saiba), é dar a conhecer o nome desse iluminado Joseph Mengels à portuguesa!

Conheço muito reformado/pensionista (com filhos desempregados e netos sem poderem estudar e sem trabalho) que andam tresloucados e o acting out (também sei palavras estrangeiras caras) pode virar-se para dentro (suicídio), ou para fora (homicídio?)

Será o "homem das cervejas", incensado por quase todos?
A vender bejecas a putos de 16 anos qualquer um é bom gestor.


Pulhas, esperem pela demora.

Um reformado/pensionista desesperado, ex-classe média.

Anónimo disse...

Disseram-nos que o Estado podia garantir tudo: a habitação, a educação, a saúde, o trabalho.... e que não nos preocupassemos porque quando chegasse o tempo, teriamos reformas iguais às dos americanos para irmos em cruzeiros às Caraíbas.
A culpa foi nossa em termos acreditado.Terá sido como os bancos a emprestar dinheiro.... Há que arrepiar caminho....

Isabel I disse...

Só pode ser:
1. do CDS
2. Empresário
3. Economista
É o Pires de Lima, what else?

Francisco Seixas da Costa disse...

Não vou dizer quem é, mas posso dizer quem não é. E naturalmente, este nao é o discurso do ministro Pires de Lima

Anónimo disse...

Não pode dizer quem é porque um palerma de tal calibre não tem público credível. É certamente um desconhecido que diz os disparates que lhe passam pela cabeça.
João Vieira

Anónimo disse...

Não é difícil saber quem é: Bebe cerveja? Vende cerveja? Sponsorizava clubes de futebol? ADN familiar de juristas.Homem "adorado" em Pedras Salgadas. É tão pobre que até
lhe vou pagar uma mini da concorrência. Como é possível ser tão estúpido. Ponham-no a viver com 500 euros por mês!

Anónimo disse...

Já comecei a queimar os neurónios, e fazer pesquisas e não chego lá.
Viu na TV.É jovem++?

Ferraz da Costa? Cesar das Neves?
Moedas? Moreira Rato? Relvas

Dê lá uma pista, se faz favor

patricio branco disse...

aquele senhor que já foi ministro das finanças e que mostra graficos nos programas, até tinha humor, agora deu lhe para dizer coisas assuim, mas outros pensam ainda mais assim, mais fundamentalistas, a 3a idade não vale nada, é um peso, um encargo inutil, quantos o pensam e dizem, mesmo estando nessa 3a embora com as costas quentes, gaspar e passos coelho pensam assim, outros com um passado ate na ce e mf tambem, muitos idosos terão razao em não só ter as dificuldades que têm mas um complexo de culpa por existirem, etc etc

Anónimo disse...

Já queimei os neurónios, e não vi, não chego lá. Jovem+?? Economista, formação Goldman Sachs.

Moedas, Borges, Ferraz da Costa

Anónimo disse...

Que belo sucessor na Cova da Moura!

Anónimo disse...

Mas afinal, estes políticos governantes, sendo relativamente poucos, conseguem usar máscaras invisíveis... cádê ele?

Francisco Seixas da Costa disse...

Repito: o retrato nada tem a ver com o novo ministro da Economia, a quem nunca ninguém ouviu barbaridades semelhantes.

Carlos Fonseca disse...

"faço parte de uma geração que não tem receio de dizer alto que não está disponível para pagar o preço de ter de sustentar as reformas que o atual sistema criou".

O "sistema criou" e eu paguei, juntamente com as empresas onde trabalhei. Nada mais, nada menos, do que 34,75 % dos meus rendimentos. Na totalidade. Sem fugas.

Agora, como tantos outros sou ... como se diz roubado de forma menos violenta? Espoliado, soará melhor?

O Al Capone ao pé desta gente, que nos desgoverna com uma arrogância insuportável, era um anjinho!

São disse...

Peço desculpa pela ignorância e pelo temo que vou utilizar: quem foi a besta que disse tais alarvidades?!

Se não quiser publicar o comentário, está - como sempre ~
à vontade.

Mas , por favor, dê.
-me a informação que peço!

Os meus respeitos.

Anónimo disse...

Há quem o diga e há quem o pense. Nesta panóplia há comentadores económicos, há comentadores políticos, há políticos e já ouvi dislates destes pela boca de um camelo.
JPS

Anónimo disse...

Coelho, 'Pedro Passos. Ele aí estå, impante na degustação do pote. Sem medos, com a inconsciência relativa da engenharia social de circunstância.
E.Dias

Anónimo disse...

Serei eu, Senhor?

Judas

Helena Sacadura Cabral disse...

Caro Anónimo das 21:08
Judas houve dois. Um em Galileia. Outro gozando a vida no Brasil, depois de nos ter gozado a nós...

Anónimo disse...

Só pode ser um político "Maduro" precoce. Já lhe perguntou quanto o Estado gastou com ele, até começar a ganhar os seus "míseros" salários? Quem lhe paga? Donde vem o que lhe pagam?
Como dizia Salazar: Então vamos questionar tudo, e desde o início!

Anónimo disse...

Será o "homem das cervejas", incensado por quase todos?
A vender bejecas a putos de 16 anos qualquer um é bom gestor.
E A REDUZIR A TAMPA DAS GARRAFAS DE ÁGUA, ENTRE OUTRAS REDUÇÕES...

BERNARDO

Anónimo disse...

Havia, há muitos muitos anos, no MNE um Embaixador conhecido pela sua alta inteligência, pela sua descrença na bondade do género humano e pelo seu humor certeiro e cáustico, que procurou um dia o Secretário-Geral para lhe pedir que, na primeira oportunidade, transferisse para outro posto um seu colaborador, que não estava a dar conta do recado, mas se julgava uma estrela, "porque V. bem vê, se têm que ser estúpidos, ao menos que sejam preguiçosos...".
Neste caso, por certo que não se trata de estupidez, mas apenas de verdura dos anos, nada que não possa ser remediado com uns Kompensans...
W.

Isabel Seixas disse...

Não se devem perder oportunidades de estar calados.