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quarta-feira, julho 24, 2013

Cargos

Rui Machete, que hoje entrará no governo como ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, assume, com este seu regresso, uma atitude muito rara na política portuguesa: ocupar um lugar inferior a outro já exercido na orgânica institucional do Estado. É que Machete foi já vice primeiro-ministro, num governo do "bloco central". Posso estar enganado (e não tenho à mão meios para confirmar esta ideia), mas iria jurar que, na historia política pós-25 de abril, só Freitas do Amaral passou por uma situação idêntica, quando entrou para o governo socialista, em 2005.

Contrariamente ao que sucede em alguns países, em Portugal raramente se vê alguém "baixar" de posição. Em França, Laurent Fabius e Alain Juppé foram ministros dos Negócios Estrangeiros depois de terem sido primeiros-ministros. Nos governos italianos, Andreotti teve vários cargos ministeriais, depois de chefiar o executivo.

Em Portugal, pelo contrário, só se "sobe". O que torna mais simpática a atitude de Rui Machete, a quem, a título pessoal, envio um abraço de parabéns e votos para que saiba e possa conduzir a bom porto uma "casa" da qual pode sempre esperar grande profissionalismo, uma inexcedível lealdade institucional e um raro espírito de serviço público. Aliás, ele sabe isso bem, porque por lá já passou como secretário de Estado, há muitos anos. 

Júlio Isidro

Não sou íntimo de Júlio Isidro, longe disso!, mas conheço-o desde sempre. Da televisão pré-Abril, claro, onde me recordo de o ver fardado e ...