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quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Júlio Isidro


Não sou íntimo de Júlio Isidro, longe disso!, mas conheço-o desde sempre. Da televisão pré-Abril, claro, onde me recordo de o ver fardado e em programas de aeromodelismo, até ao Rádio Clube Português, na Sampaio e Pina, onde conversámos nas noites "sem sono" de 1974. Bebemos depois copos com amigos comuns num bar da Infante Santo e estivemos na primeira Festa do Avante, na FIL, também nesses outros belos tempos. E, pelos anos adiante, fomo-nos cruzando, pelos acasos da sorte, aqui e ali, como aconteceu na Avenida da Liberdade, no dia em que, ambos de cravo ao peito, comemorávamos os 50 anos dela.

Júlio Isidro acompanhou, do outro lado do écran, toda a minha vida. Um pouco como acontece com Sérgio Godinho e, com uns anos de diferença, com Herman José. Tudo gente que mal conheço mas que conheço muito bem, "de toda a vida", como dizem na Linha ou na minha vizinhança da Lapa. O sorriso de Júlio Isidro, a sua simpatia e facilidade de comunicação transformaram-no num "compagnon de route" da minha geração. Ele esteve sempre ali.

Leio que Júlio Isidro vai deixar a RTP. Não sei o que será uma RTP sem ele. Embora Júlio Isidro pareça ser alguém que nunca se cansa, a verdade é que ele também tem direito ao descanso.

Por tudo, obrigado, Júlio Isidro! Até sempre!

Júlio Isidro

Não sou íntimo de Júlio Isidro, longe disso!, mas conheço-o desde sempre. Da televisão pré-Abril, claro, onde me recordo de o ver fardado e ...