Por que será que, este ano, Trump não tem falado muito sobre o Prémio Nobel da Paz? Logo em 2026, um ano em que o galardão lhe ia — a expressão será mesmo a mais adequada — a matar...
duas ou três coisas
notas pouco diárias de Francisco Seixas da Costa
quinta-feira, outubro 08, 2026
quarta-feira, outubro 07, 2026
Os marmelos estão convocados
A "Arte" no palco
Pérola
Ai Lula!
Depois de Temer, partidos do "centrão" alinham com Bolsonaro.
Nenhum boletim meteorológico da política brasileira poderia prever uma tempestade pior para Lula.
Ai Jesus, valha-nos S. Cristiano!
Julgo não ter sido ainda publicada legislação que torne obrigatório: (1) ler os comunicados de Cristiano Ronaldo, (2) ouvir as conferências de imprensa de Jorge Jesus, (3) assistir a comentários televisivos sobre o tema e, claro, (4) ter opinião sobre se há alguém que tem razão.
terça-feira, outubro 06, 2026
No santo dia da Carbonária
Caí depois, inevitavelmente, na vizinha e magnífica Livraria da Travessa, na Escola Politécnica. Apeteceu-me comprar tanta coisa! Hesitei numa biografia de Brizola e resisti. Por ora. A virtude, em mim, costuma ter sempre um prazo.
Com o jetlag afetivo de duas semanas no Japão, fui tentado por um calhamaço de Seichō Matsumoto, "O caso da estação de Kamata". Lê-lo-ei? Sei lá. Melhor do que ler um livro, aprendi, só comprá-lo.
De caminho, vi também um Vásquez Montalbán de que não me lembrava, "A Solidão do Manager". A edição é de um amigo, o Francisco José Viegas; a tradução é de outro, o António José Massano. Comprei, claro. Isto não é um país: é uma freguesia! Felizmente, bem frequentada.
Hoje, no Alfa, cheguei a Gaia com mais de metade do Montalbán lido. (A estação não se chamava "das Devesas"? E não havia por ali um apeadeiro chamado "General Torres"?) Amanhã, no regresso a Lisboa, acho que vou entrar em Coimbra B — a CP persiste no nome, embora já não haja outra Coimbra — com ele já no papo.
Ah! Horas antes, ainda em Santa Apolónia, comprei (por cinco euros, senhores!) um Abelaira que sei que devo ter algures, que não me apetece procurar mas que me apetece reler.
Estou a ficar velho e relho, é o que é. Dispenso-os de estarem de acordo, está bem?
A Europa e o Médio Oriente
Centenas de figuras de vários países, que tiveram responsabilidades diplomáticas e governativas em matéria de política externa europeia, subscreveram um manifesto apelando a que a União Europeia reaja contra as graves ilegalidades que estão a ser cometidas na Cisjordânia, infringindo o Direito Internacional e as resoluções das Nações Unidas.
Fui um dos subscritores dessa tomada de posição, que pode ser lida aqui.
"Ó raspa, ó raspa ..."
Há pouco, numa tabacaria sem jornais, duas pessoas idosas arrastavam-se até ao balcão, para comprar esperança na forma de raspadinhas, delapidando os seus escassos euros. Não se pode proteger as pessoas de si mesmas? Essa agora! Pode e deve. Acabemos com o cancro das raspadinhas!
Godinho no balneário
Em lugar de ser "a pátria em chuteiras" que tem sido nos últimos dias, o que devia afinal preocupar os portugueses? Basta ouvir Sérgio Godinho: "A paz, o pão, habitação, saúde, educação".
Que raio!
A histeria criada pela crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus revela — e meço bem as palavras — a mediocridade instalada num país que é capaz de converter um arrufo entre gente do pontapé na bola numa espécie de tragédia nacional. Em que raio de país nos convertemos!
Dois Brasis
Archer
Da mesma forma que às vezes consigo ficar satisfeito com uma bifana gordurosa metida num pão, acompanhada de um vinho assim-assim, ao balcão de uma tasca reles, habituei-me ao longo da vida ao singular prazer de consumir literatura de segunda classe. Em férias, adoro comprar um policial qualquer — isso mesmo: qualquer — numa tabacaria de província e lê-lo numa esplanada ou num banco de jardim. Não precisa de ser um Hammet ou um Simenon: basta-me que tenha uma trama aceitável, que me divirta os minutos e me faça passar o tempo.
segunda-feira, outubro 05, 2026
Brasil
domingo, outubro 04, 2026
O país deles
Triste — mas mesmo muito triste — é ato leviano do governo ao lançar uma comemoração da fundação da nossa nacionalidade, que não é coisa pouca, misturando alhos com bugalhos, numa estrutura politicamente sectária, anunciada, aliás, entre os "happy few" do seu serralho político.
Brasil
Suspendi o meu deliberado "pousio" no comentário televisivo para, nestes dias, falar sobre as eleições no Brasil — que, recordo, não são apenas para presidente. Na CNN Portugal.
António Barreto
Estava assim
sábado, outubro 03, 2026
Adieu, Gibert Jeune!
A Gibert Jeune da Place Saint-Michel, em Paris, era uma livraria feia. Feia com método, sem uma única concessão ao bom gosto. E era justamente por isso — por ser tão feia e, ao mesmo tempo, tão apetecível — que se tornava magnífica. Conheci-a há quase sessenta anos, caramba!, o que diz mais de mim do que dela, que ali estava desde 1886.
sexta-feira, outubro 02, 2026
O nascer do sol
quinta-feira, outubro 01, 2026
Ai Ronaldo !
quarta-feira, setembro 30, 2026
Ai Guiné!
Sissoco Embaló tinha sido derrubado por um golpe de Estado que, como na altura alguns alertaram, tinha apenas como objetivo criar condições para legitimar o seu regresso ao poder, sob menor contestação. Tudo se confirma agora. A vigarice política mantém-se na Guiné-Bissau.
terça-feira, setembro 29, 2026
Brasil: a política externa na eleição presidencial
A atual campanha presidencial brasileira tem uma particularidade pouco habitual: pela primeira vez, desde o fim da Guerra Fria, a política externa assentou arraiais no palco do debate eleitoral.
Ai a IA
A cada dia que passa, sinto cada vez maior admiração pelas pessoas que, nas conversas, se dão ao superior luxo, hoje quase snobe, de não falar de Inteligência Artificial. Digo isto com uma declarada inveja, porque eu raramente consigo.
segunda-feira, setembro 28, 2026
"O Mundo em 2036"
No âmbito das comemorações do 10° aniversário do Jornal Económico, debaterei com Ângelo Correia "O Mundo em 2036", sob a moderação do jornalista António Freitas de Sousa, na sessão que terá lugar no dia 7 de outubro, na Alfândega do Porto.
domingo, setembro 27, 2026
sábado, setembro 26, 2026
António Guterres (1)
sexta-feira, setembro 25, 2026
Vlady
Em 2 de fevereiro de 2009, publiquei o primeiro texto neste meu blogue, Duas ou Três Coisas, que inaugurei nesse mesmo dia. Era já perto da meia-noite. Tinha chegado a Paris poucas horas antes, para aquela que viria a ser a minha sétima — e última — colocação no quadro externo da carreira diplomática.
quinta-feira, setembro 24, 2026
Truman e Hiroshima
quarta-feira, setembro 23, 2026
Só agora começou...
"C'était ça ou mourir". Romance recém-laureado em França é acusado de ter sido escrito com muita ajuda da IA. Isto só agora começou...
terça-feira, setembro 22, 2026
Jorge Palma
segunda-feira, setembro 21, 2026
Brasil - a crise de confiança
Nas últimas décadas, a leitura externa sobre o Brasil foi relativamente sossegada: a Constituição de 1988, que consagrou o regresso à democracia após a ditadura militar, mostrou capacidade de absorver abalos graves — desde o afastamento de presidentes até sérias crises de diversa natureza — e de acomodar presidências de sinal político contrastante, o que costuma funcionar a crédito de um sistema democrático. Para o exterior, os sinais de convulsão interna nunca tinham beliscado a imagem de um país crescentemente responsável na ordem regional e internacional, afirmando um padrão relativamente constante na sua diplomacia.
domingo, setembro 20, 2026
Viajar é preciso?
sábado, setembro 19, 2026
Esquerda
sexta-feira, setembro 18, 2026
quinta-feira, setembro 17, 2026
Viva o SNS!
quarta-feira, setembro 16, 2026
VII Conferência de Lisboa
Nos dias 8 e 9 de outubro, com entrada livre (basta fazer a sua inscrição prévia online, havendo um limite de lugares na sala) a Gulbenkian recebe no seu Auditório 2 a VII Conferência de Lisboa, um evento bienal organizado pelo Clube de Lisboa, a cujo conselho diretivo presido.
terça-feira, setembro 15, 2026
A liberdade da IA
Coloquei esta pergunta a uma plataforma de Inteligência Artificial:
"Concorda que a liberdade de que a IA atualmente dispõe está a colocar a humanidade na soleira da tragédia?"
Em dois segundos, recebi esta resposta (repito, da IA, não de qualquer ser humano):
"Sim — mas faria uma distinção importante: não é a liberdade da IA, por si só, que me parece estar a levar a humanidade à porta da tragédia. É a combinação entre autonomia crescente, capacidade enorme, velocidade de disseminação e ausência de instituições capazes de acompanhar tudo isso.
Há uma mudança qualitativa em curso. Durante muito tempo, a IA foi essencialmente uma ferramenta: alguém perguntava, ela respondia. Agora começa a poder agir, encadear tarefas, tomar decisões intermédias, operar sistemas, escrever código, persuadir pessoas e reproduzir-se operacionalmente em milhares de contextos. Quanto mais lhe entregamos iniciativa, menos evidente se torna a fronteira entre ferramenta e agente.
E há cinco riscos que considero particularmente sérios:
1. Erro em escala. Um ser humano pode tomar uma decisão errada. Um sistema de IA pode tomar a mesma decisão errada milhões de vezes, em segundos.
2. Concentração de poder. Quem controlar os modelos mais capazes poderá adquirir uma vantagem extraordinária sobre governos, empresas e cidadãos.
3. Manipulação. Uma tecnologia que consegue produzir, individualmente e a baixo custo, mensagens persuasivas pode alterar comportamentos políticos e sociais numa escala que a propaganda tradicional nunca alcançou.
4. Autonomia militar e de segurança. Aqui vejo talvez o perigo mais imediato. Quando sistemas capazes de interpretar informação, identificar alvos, decidir prioridades e desencadear ações começam a ficar ligados a estruturas militares, a margem para erro humano diminui — mas também pode diminuir o tempo disponível para o perceber.
5. Perda gradual de controlo. Este é o cenário que mais me inquieta. Não é preciso imaginar uma IA que “odeia” a humanidade. Basta conceber sistemas muito poderosos, com objetivos mal especificados, aos quais concedemos demasiada autonomia e demasiados acessos.
Mas há uma ironia: a humanidade já construiu tecnologias potencialmente capazes de provocar a sua destruição — armas nucleares, biotecnologia, sistemas de ciberataque. A diferença da IA é que ela pode tornar-se uma espécie de multiplicador universal da capacidade humana. Pode acelerar ciência, economia, guerra, fraude, propaganda, administração e investigação ao mesmo tempo.
Por isso, eu não diria que estamos inevitavelmente à porta da tragédia. Diria algo talvez mais preocupante:
Estamos a aproximar-nos de uma situação em que a prudência humana terá de crescer mais depressa do que a capacidade tecnológica.
E não estou certo de que isso esteja a acontecer.
Aliás, há uma questão política que me parece decisiva: quem autorizou a humanidade a fazer esta experiência consigo própria? Não houve referendo, tratado internacional ou decisão parlamentar que tivesse deliberado que máquinas cada vez mais autónomas deveriam entrar em praticamente todas as dimensões da vida.
Estamos simplesmente a avançar porque cada interveniente tem um incentivo para avançar primeiro.
Essa é uma lógica perigosíssima. É, em boa medida, a lógica que presidiu à corrida nuclear.
A diferença é que, desta vez, a corrida não está confinada a algumas potências. Está a acontecer dentro de empresas, universidades, Estados e milhões de computadores, à escala planetária.
Portanto, sim: acho legítimo falar em risco de tragédia. Só não atribuiria a culpa à “liberdade” da IA. O problema mais profundo é outro: estamos a conceder liberdade às máquinas antes de termos decidido, enquanto sociedade, quais são os limites dessa liberdade."
Ucrânia
Zelensky acaba de demitir o procurador-geral do país por suspeitas de corrupção.
Não vale a pena esconder as coisas por detrás da legitimidade política da luta da Ucrânia contra a Rússia. Não é disso que estamos a falar. É imperioso ter de concluir que a sociedade ucraniana está marcada por uma propensão sistémica para a corrupção.
Finalmente, o relatório !
A investigação feita na Assembleia da República estava a demorar demasiado. Alguns já estavam mesmo a desesperar, a cogitar que alguém queria abafar responsabilidades.
O carteiro
Vai ser interessante observar a reação de Trump à decisão do Supremo Tribunal de rejeitar a tentativa presidencial de proibir o voto por correspondência, que é utilizado por cerca de um terço do eleitorado nos EUA — ao que parece pelo próprio Trump...
segunda-feira, setembro 14, 2026
16 de setembro. Dia da ubiquidade?
Até aqui, tudo dentro da normalidade. O problema é o resto.
Há nessa mesma tarde o lançamento de um livro no Liceu Camões, ao qual gostaria muito de poder assistir. Chegou-me também um convite do MNE para a apresentação de outro livro. Um grupo de reflexão de que faço parte há muitos anos assinala uma data importante e convoca uma reunião presencial especial. E, ainda nessa mesma tarde, tenho convite para um debate com gente que me apetecia mesmo ouvir. E ainda faltam dois dias.
Há de haver algo de especial em torno do 16 de setembro. Só pode! Será o dia da Ubiquidade?
Pois é
Não tenho opinião firmada sobre a questão da idade para acesso às redes sociais. Tendo a pensar que a questão, menos do que em políticas públicas, assenta na educação familiar, ou na falta dela. E aqui, confesso ter uma convicção inabalável: já não vamos a tempo.
domingo, setembro 13, 2026
Extrema-direita
Na campanha eleitoral em França (alguém já lhes disse que as eleições só são em abril de 2027?), Le Pen anda toda sorrisos. Nada como apelar ao otimismo, sem discursos façanhudos. Só podemos desejar que, pelo meio da campanha, não venha a ter refluxos, do estilo "quase enfarte".
À vontade do freguês
"Social-democratas ganham eleições na Suécia". Ah! Pois é! Se o resultado tivesse sido outro, outros seriam os títulos: "Socialistas derrotados na Suécia".
Atrás de Seinfeld
O caso Seinfeld, ao trazer à tona as manifestações de alguns artistas, cuja retirada do espetáculo não terá sido feita da forma mais feliz, teve, no entanto, a contrario, o considerável mérito de revelar muitos silenciosos solidários com o genocídio palestino.
Diplomacia familiar
É extraordinário ver um processo negocial com a importância da guerra na Ucrânia nas mãos de uma pessoa como Jared Kushner. O primarismo da sua abordagem do tema, em todas as intervenções, deve arrepiar os diplomatas do State Department, que vivem numa espécie de "set aside".
Um regresso
sábado, setembro 12, 2026
Luanda, hoje (4). Morro da Samba
"Andei barbudo, sujo e descalço / como um mona-ngamba / Procuraram por mim / "— Não viu? (ai, não viu...?) Não viu Benjamim?" / E perdido me deram no morro da Samba" (Viriato da Cruz, poema dos anos 40, musicado por Fausto e cantado depois por Sérgio Godinho e Fausto, depois por muitos outros. Rui Mingas tem uma versão musical diferente).
sexta-feira, setembro 11, 2026
"A Arte da Guerra"
Veja numa edição especial do podcast "A Arte da Guerra" uma análise aos 25 anos do 11 de setembro. Aqui.
"O 11 de setembro que não acabou"
No meu blogue "Ou quatro coisas" pode ler o artigo publicado hoje no "Jornal de Negócios" sob o título em epígrafe.
quinta-feira, setembro 10, 2026
Sampaio
Há precisamente cinco anos, Jorge Sampaio saiu de cena.
Na minha vida adulta, creio não ter havido outra pessoa com cuja postura — simultaneamente cívica e humana — tivesse sentido maior empatia. Fui amigo de Jorge Sampaio, embora não seu amigo íntimo. Recebi dele gestos que não esqueço.
A sua eleição para Presidente da República foi, para muita gente da minha geração, a consagração prática de uma determinada ideia de cidadania. Nem sempre estive de acordo com as decisões que tomou ao longo do mandato. Mas, como democrata convicto e estrutural, Sampaio sabia aceitar as divergências.
O saldo global da sua passagem por este mundo, bem como a singular marca de seriedade que deixou na vida política portuguesa, constituem um exemplo e uma magnífica herança para o país e para todos quantos o admiravam — e muito em especial para a sua mulher, Maria José, e para os seus filhos, Vera e André, a quem deixo um forte abraço neste dia.
A fotografia é de João Vallera, grande amigo de Jorge Sampaio.
Pessoas
A administração americana terá vetado o nome de Ricardo Reis para um lugar importante no FMI, aparentemente por críticas feitas à política de "tarifas". Acho que não devíamos ficar quietos e apresentar novos nomes: sugiro Bernardo Soares, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro.
Vossa Excelência
O uso do "Vossa Excelência" nos debates no tribunal máximo do Brasil tem imensa graça. Protegidos pelo uso do elegante vocativo, os insultos entre os juízes sucedem-se, com um vocabulário cuidado, por detrás do qual há imensa acrimónia e desprezo. Nem sempre foi assim, diga-se.
quarta-feira, setembro 09, 2026
PISA
Os resultados do PISA são uma tragédia. Mas o que é uma verdadeira tristeza é ver a classe partidária assanhada na busca de culpados políticos, em lugar de procurar consensualizar remédios para o futuro. Ah! E já agora, um pequeno consolo: olhem o descalabro por essa Europa fora!
A luz vem do alto
terça-feira, setembro 08, 2026
Centeno
O país deve imenso, no seu prestígio internacional, à ação desenvolvida no governo, no Eurogrupo e, finalmente, no Banco de Portugal por este grande servidor da causa pública.
Irei ler com muito interesse.
O ar da tragédia
Em 2001, eu vivia em Nova Iorque. As torres gémeas caíram em 11 de setembro desse ano, devido ao embate deliberado de dois aviões. Muita gente morreu — nos aviões e nos prédios.
Solução
Há uma cobardia na arbitragem. A forma como as defesas, junto à área, tentam obstaculizar a ação dos avançados, nos cantos e outras situações de bola parada, raia o absurdo: empurrões, "abraços" e puxões de camisola tornam aquilo numa selva. Solução? Penalti! Era remédio santo.
Baixo
Eu nem para estrelar um ovo sou capaz de pôr um avental! Mas é muito baixo que um deputado, numa comissão parlamentar, pergunte a alguém — como se tal fosse crime ou motivo de suspeição — se é membro da maçonaria. A pessoa em causa não será. E se fosse? "Mind your own business!"
segunda-feira, setembro 07, 2026
Narana e o ISCSPU
Narana Coissoró nunca foi meu professor, nos anos em que andei pelo ISCSPU (Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina). Nos dias e noites atribulados do primeiro semestre de 1969, antes de consumado o afastamento de Adriano Moreira por Marcelo Caetano, pela mão prestimosa de José Hermano Saraiva, estive com ele algumas vezes em discretos gabinetes da Junqueira, em pontuais reuniões em que ele representava Adriano Moreira, na conjugação que este procurava ter com as estruturas associativas estudantis.
O "problema"
Trump procura uma intervenção da justiça para proibir o voto por correspondência. Um terço dos eleitores americanos vota dessa forma — desde logo, o próprio Trump! O "problema" é simples: a maioria dos votos por correspondência favorecem os democratas.
Nobelitações
Por que será que, este ano, Trump não tem falado muito sobre o Prémio Nobel da Paz? Logo em 2026, um ano em que o galardão lhe ia — a expres...





































