Ontem, no lançamento em Lisboa do livro "Salamaleques - 29 estórias do protocolo", que tive o gosto de apresentar, o autor, Manuel de Novaes Cabral, identificou a certa altura, no meio da plateia que enchia a sala, o cartunista Luís Afonso, que há muito, diariamente, assina uma "fita" — um desenho com história inteligente — no topo da última página do "Público", o "Bartoon".
Já não tenho idade para ter "heróis", mas foi num impulso muito sincero que, no fim da sessão, pedi para ser apresentado a Luís Afonso. Pude ali expressar a imensa admiração que tenho pelo autor do Bartoon, a quem quis agradecer a companhia que me faz há muitos anos — com ironia, cultura e um sentido ético com que muito me identifico.

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