quarta-feira, junho 10, 2026

Seguro

Há um ano, poucos apostariam na possibilidade de António José Seguro vir a estar, como Presidente da República, a representar o país neste Dia de Portugal. Eu não estava entre esses poucos.

Considerava as candidaturas de Seguro e de Marques Mendes as únicas com plenas condições para titular, com responsabilidade, a chefia do Estado — mas entendia que outro caminho era possível. A realidade desmentiu-me. E, face às candidaturas em presença, a de António José Seguro era, sem discussão, a melhor. Por essa razão, apoiei-a.

Seguro foi sempre um homem de bem, um democrata, uma figura impoluta — com vontade genuína de desempenhar, com honra e sentido de Estado, o lugar a que os portugueses o conduziram. Sem dever nada a ninguém, tem exercido o cargo com a ponderação que lhe é própria: um tom que favorece o consenso sem abdicar da firmeza.

Vê-lo em Belém — depois de uma campanha em que, por momentos, o país oscilou entre sebastianismos, radicalismos anti-sociais e demagogias extremistas — dá-me, como cidadão, uma segurança que dispensa adjetivos.

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