terça-feira, fevereiro 12, 2019

ADSE

A ADSE não é financiada pelos nossos impostos. É totalmente suportada pelos descontos dos funcionários públicos. Se estes viessem a ter de usar o SNS, caso a ADSE acabasse, o SNS implodiria, a prazo. 

Quem hoje usa o SNS, por não poder pagar a medicina privada, deve assim “rezar” pela sobrevivência da ADSE. Quem, estando nestas condições, por meras razões de chicana ideológica, tomar as dores dos donos dos negócios da saúde contra o Estado ou é masoquista ou ainda não percebeu nada.

16 comentários:

  1. Anónimo15:03

    Ao que ouvi hoje na rádio (TSF), os operadores privados de saúde devem à ADSE nada menos do que 38 milhões de Euros, que, pelos vistos, o Ministério Público os irá obrigar a pagar.
    Estou para ver como este Governo vai descalçar a bota após a decisão das "empresas de saúde privadas" (Cuf e Luz). Convinha que o Governo tomasse a decisão certa, pois, como muito bem sublinha (fica o esclarecimento para quem julga que "somos todos nós quem paga a ADSE, há sempre umas mentes que assim pensam, na seu ódio patético ao Estado), os que têm vindo a descontar (alguns há décadas, como é o meu caso) não podem, de forma nenhuma, ficar prejudicados.
    Vejamos pois o que será decidido.

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  2. Anónimo15:21

    Parabéns , óptimo artigo sobre a ADSE , que está a preocupar todos os utentes que durante anos pagaram as cotisações , alguns por serem saudáveis não usaram o sistema , talvez umas análises de rotina de vez em quando . Essa cotisação mensal tirada do ordenado não
    era nada “ mansa “ , quaquer seguro privado poderia ser adoptado pelos funcionários públicos , hoje estariam em segurança ... E agora o que é que lhes vai acontecer ? Entupir o SNS , esperarem meses por uma consulta como todas as pessoas que não tendo pago nada porque eram pagos para pelos nossos impostos ? Não é isso que está em causa esses deveriam ter direito a um excelente serviço médico . Que NÃO é !
    Os funcionários públicos deviam fazer greve !!! Porque não ? Foi-lhes roubado um seviço para o qual pagaram . Repare os Militares admitiriam que lhe retirassem os seus excelentes médicos , o Hospital Militar , etc ? Tenho a certeza que não !!! E os bancários deixariam que lhes fosse retirado o SAMS ? E os Juizes ?
    A sra. Ministra das finanças ( com os seus cabelos com belas madeixas “ está a falar pela sua própria cabecinha , ou é papagaio de serviço ? O Estado , que não é uma “ pessoa” de bem vai ver-se confrontado com milhares de pessoas a abarrotarem o SNS ... ( continua )

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  3. Anónimo15:26

    Pois eu não percebo nada. O Estado quer o reembolso de tratamentos efectuados há 3 ou 4 anos e alegadamente sobrefacturados. Os privados dizem que não sobrefacturaram. Até aí isso pode ser auditado, creio, e devia sê-lo - em permanência, não 4 anos depois. Os privados dizem que não podem trabalhar com uma contabilidade que só conhecerão daí a 3 ou 4 anos, e nisso têm razão.
    Acresce que estamos em Portugal, onde o Estado se atrasa tanto a pagar ou reembolsar que se tornou norma dos prestadores sobrefacturar para compensar prejuízos decorrentes dos atrasos. E isso tem sido aceite pelo próprio Estado, a todos os níveis, desde Juntas de Freguesia a Ministérios.
    Gostaria de saber mais, mas não é fácil encontrar informação isenta.

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  4. Anónimo15:33

    ( continuação )
    Sr. Embaixador o seu excelente post devia ser divulgado em tudo o qué meio de comunicação , poderia ajudar a resolver este grave problema .
    Aliás o Governo devia contratar um óptimo contabilista para fazer as contas e torná-las púbicas , de quanto foi “roubado “ aos funcionários publicos e devolver-lhes a quantia que não foi gasta com eles !!!
    Mais uma vez parabéns por ter posto o dedo na ferida e por favor não deixe “ cair “ este grave problema .
    Cumprimentos

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  5. Anónimo19:22

    completamente de acordo!
    e está em perspectiva a segunda batalha de uma guerra que já vem de longe
    nuno caiado

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  6. Anónimo20:26

    Parabéns pelo excelente e acertivo artigo da ADSE .
    Esta manhã escrevi um post sobre este assunto , dando a minha opinião , mas não sei o que aconteceu ...
    Plenamente de acordo consigo , perguntava se os Militares ficariam contentes se fossem impedidos de consultarem os seus excelentes médicos e o fantástico Hospital Militar ! Ou se aos bancários lhes retirassem o SAMS . Ou aos funcionários da Caixa Geral os acordos que têm ?
    E indo mais longe , os deputados , os membros do Governo ?
    E os funcionários públicos que pagaram do seu bolso , mensalmente uma quantia equivalente a um seguro privado , de repente ( ou não ) vêm-se privados desse “ seguro “ e terão de ir entupir o SNS já de si tão deficitários . É isto a democracia ? Ou então são ricos e vão a médicos privados , sabendo que não serão nunca reembolsados . Os Hospitais privados devem estar a rir-se à gargalhada !
    O seu artigo deve ser levado muito a sério e divulgado em rdes socais ( eu não tenho ) , jornais , etc . Era um grande favor que prestava ao País ( ou será país , com letra bem minscula ? ) . Obrigada e parabéns .

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  7. Anónimo22:15

    Também podemos pensar que quando se diz que os "funcionários pagam do seu próprio bolso" mas que isso também é dinheiro do Estado porque o salario dos funcionários é pago com os impostos, e assim a parte com que pagam a ADSE também vem do salario/impostos…
    portanto o financiamento é o mesmo… é sempre do estado, não é assim ?

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  8. Anónimo23:03

    Quando se lê, ou ouve, como os tais "operadores privados da Saúde" se referem a quem lá vai bater-lhes à porta, basta ver o que, por exemplo, a Lusíada diz, compreende-se e bem aquilo que somos quando vamos a uma dessas "operadoras privadas de Saúde": somos, como eles nos designam de "Clientes". Está certo...na perspectiva deles. A Sáude, para uma "Empresa Privada Hospitalar", é um Negócio. No SNS essa mesma Saúde é...um Direito. Nós somos Clientes nos Privados da Saúde, mas Utentes no Serviço Nacional de Saúde. Há aqui uma enorme e sobretudo substancial diferença. Na forma como nos olham, ou somos vistos. Um tipo que vai ao Privado é um Cliente e, como tal, com direitos relativizados. Já no Estado somos alguém que tem Direitos e por isso merecemos uma atenção diferente, mais humana.
    Todavia, é triste que este Governo prefira apostar na porcaria do Déficit a "zero vírgula tantos por cento" (embora mantendo uma insustentável, a breve ou médio prazo, Dívida Pública face ao PIB) em vez de, por exemplo, melhorar o Sector da Sáude (a par de outros, como a Educação, Investigação Científica, Cultura, Justiça, Sgurança Social, Ferrovia, etc, etc e tal!)
    A ver vamos como irá acabar esta história da ADSE.
    2. Entretanto, há pouco, num programa/Reportagem na TVI, ficou-se a saber que instituições católicas, como as Universidades Católicas, não pagam impostos! Estao isentos! A que título, Deus meu? As empresas pagam, as pessoas singulares pagam, mas aquela gente não paga! E este Governo permite - e convive bem - semelhante situação?
    Onde é que está o tal Estado Laico, segundo a Constituição? Ainda por cima, com uma Igreja (veja-se o Cardeal Patriarca) que não simpatiza politicamente com este Governo - como se a Igreja pudesse ter uma opinião política deste tipo!!!!
    Enfim , é o país (e o Governo, ou Governos, que temos!
    a) Jorge Albuquerque

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  9. Anónimo10:42

    Caros beneficiários da ADSE:

    Desmarquem de imediato todos os atos médicos e de diagnóstico, que, tenham no privado.
    O que estou a observar é o pânico dos utentes, tudo a correr, a pedir para ainda serem atendidos, a implorar....

    Ora pensem, estes privados assim, vão faturar a dobrar.

    O medo descontrolado leva nos à estupidez.

    O SNS, quando terminarem as greves, esta ignomínia, chega para todos.
    Se agora dão conta do recado e estão em greve, é porque são suficientes os contratados.
    E, os médicos são os mesmos.

    Aqui só para nós, quando temos um problema de saúde, mesmo grave, vamos para o público, certo?

    p.s. Sabemos bem como vai terminar, mudar tudo, para tudo ficar na mesma.
    Os velhinhos são os que menos se devem preocupar, atenção às súbidas dos açúcares, etc.

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  10. Anónimo13:10

    Quanta candura Sr. Albuquerque. Os partidos pagam impostos? Deus meu, realmente.

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  11. Anónimo14:05

    Ao anónimo das 22,15
    Os funcionários puplicos são pagos pelo Estado mas prestam serviços imprescindiveis aos portugueses , incluindo ao senhor . O Estado não gera riqueza , pois não é uma empresa ou negócio . Por isso se os seus impostos també são usados para pagar serviços , que bons ou maus têm de existir , acha que deveriam
    trabalhar de graça ? Pense bem , vai ver que afinal neste caso os seus impostos são retribuidos por serviços que todos os portugueses acabam por usufruir ... Cumprimentos

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  12. Anónimo15:02

    Bom, meu caro, a Igreja é uma coisa, os Partidos Políticos outros. Embora, concorde que os Partidos Políticos devessem pagar impostos, como dá a entender. Os Partidos fazem parte da Democracia (e fazem falta à Democracia), a Igreja é diferente, é uma questão de Fé. Quanto às Universidades Católicas, cobram caro, influenciam politicamente, formam alguns desses políticos reaccionários (numa perspectiva Neo-Liberal, muito pouco Cristã, mas muito Católica, como convém à Direita). Sendo uma Empresa (que "produz Ensino"), porque o é, e privada, a Universidade Católica deveria estar sujeita ao pagamento de impostos. Já os Partidos Políticos Não são empresas e como tal, de acordo com o que estipulam as normas fiscais não estão sujeitos a impostos - embora, como atrás digo, por uma questão de "moralidade política", podiam passar a pagar impostos - a decidir (de que forma e em que termos) em sede da Assembleia da República.
    Insisto: sinto-me ultrajado por saber que certas instituições de ensino privado, ligadas à Igreja Católica, estejam isentas de pagamento de impostos!
    Era bom que, nesse sentido, este Governo tivesse a coragem política para repor a justiça fiscal que aqui suscitei. Mas, não tem, infelizmente.
    Jorge Albuquerque

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  13. Anónimo15:05

    "O Estado não gera riqueza" ? Gera, a partir do momento em que investe em infra-estruturas, no Ensino, na Investigação Científica, etc. E cria emprego e os seus funcionários consomem, logo ajudam a criar riqueza, pois contribuem para o aumento da procura.

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  14. Anónimo20:38

    Não me referia a essa riqueza , que é um “ must “ para o nosso País e a garantia dum Portugal moderno , que e pode comparar com outros países no que têm de melhor . Isso é democracia , é o que engrandece e enriquece um país .
    Eu referia-me a não criar riqueza no sentido de “ dinheiro “e é por isso que os funcionários publicos são pagos pelos seus impostos , pelos meus , pelos dos nossos vizinhos .
    Os impostos são cada vez mais altos , no entanto os ordenados dos funcionários publicos não sobem . Mas sim , o investimento nas pessoas é uma forma de criar riqueza ...

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  15. Anónimo21:41

    Excelente artigo.

    Merecia ampla divulgação.

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  16. A falta de escrúpulos está a destruir o nosso país.

    Fomos enganados e estamos a ser enganados.

    É algo que não salta à vista e por isso engana, o que não espanta já que quem nos governa teve bom mestre......Sócrates.

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