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sábado, fevereiro 02, 2019

10 anos


Passam hoje dez anos - uma década, caramba! - desde que iniciei este blogue. Dizia o Paulo de Carvalho, na canção, “dez anos é muito tempo”. E é! 

Desde 2 de fevereiro de 2009, data da minha chegada a Paris, até ao dia de hoje, decorreram quase 3650 dias. Foram 6674 posts os que, entretanto, aqui surgiram publicados. Foram muitas horas dedicadas, retiradas a outras dimensões da vida - a família, os amigos, os livros, os filmes. Mas fi-lo sempre com gosto, sem o menor sacrifício, às vezes, porém, já com alguma falta de imaginação e um natural cansaço.

Não houve nenhum dia em que por aqui não deixasse algo, chovesse ou fizesse sol, com doenças ou sem elas, estivesse eu onde estivesse - e escrevi o blogue de dezenas de sítios bem distintos, de Washington ao Ceará, do Oman à África do Sul, da Colômbia ao Azerbaijão, da Estónia a Luanda, do Egito à Ucrânia, do México à Argélia, de Roma a Berlim, de Maputo a São Petersburgo, de Istambul à Noruega, de Lisboa a Vila Real, etc, etc.

O blogue teve tempos diferentes. Por quatro anos, foi escrito pelo então embaixador de Portugal em França. Embora nunca tivesse tido um tom oficioso, quem assinava não deixava de ter presente essa sua condição - e isso era dito no post de apresentação. Mais tarde, regressado a Portugal e liberto de responsabilidades que forçavam a uma certa contenção, o blogue ganhou mais liberdade e o seu estilo evoluiu. Alguns apreciaram, muitos outros não. É a vida!

Mais do que as notas conjunturais, políticas ou outras, valorizo naquilo que por aqui escrevi os episódios que deixei registados. Não guardo apontamentos nem documentos, pelo que me valho da memória para reter esses pedaços de lembranças. O blogue é, até ver, o meu único repositório despretensioso de recordações. 

Por quanto tempo continuará este blogue a ser escrito, neste que é um tempo muito mais dominado pelo Facebook ou pelo Twitter? Não sei. Notar-se-á, com certeza, que já estive mais entusiasmado com este espaço. Para já, vou andando, navegando à vista. O que for soará, como o meu pai costumava dizer.

Uma última palavra, de sincero agradecimento, às vezes já de amizade, àqueles que fazem o favor de me ler, alguns desde há muito. É por saber que existem que aqui venho todos os dias. 

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