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domingo, setembro 09, 2018

Sporting

Não conheço Frederico Varandas, o novo presidente do (meu) Sporting, a não ser pela sua imagem televisiva. A primeira impressão é positiva. Sinto-me bastante confortado por, aparentemente, o clube ter saído da era de javardice paranóica em que tinha caído. Isso representa já uma primeira vitória.

Sei que, para a generalidade dos sócios e adeptos, o importante são os resultados desportivos, em particular no futebol. Para mim isso também é naturalmenteimportante, mas há algumas outras coisas - muito em especial, a decência, que se reflete na qualidade da atitude pública assumida na defesa dos interesses do clube - que sempre prezei, quando estiveram presentes nas lideranças do Sporting. E estiveram muitas vezes. 

Em regra, todos começamos por ser adeptos de um clube (e não de outro) por uma mero acaso (geografia, família, amigos, fascínio pelo sucesso, etc). No meu caso, para além de uma causalidade familiar, habituei-me a ter razões, bem sólidas, para permanecer como adepto do Sporting (e não de outros). Ainda sou do tempo em que, no futebol, o meu clube tinha excelentes resultados, coisa que há muito deixou de ter. Mas, devo confessar, a expetativa de obtenção de títulos nunca esteve no topo das razões da minha ligação afetiva ao clube. Outras existem. E, nos últimos anos, estava a começar perder essas mesmas razões. Gostaria agora de poder mantê-las.

Porém, espero que, com Frederico Varandas, o (meu) Sporting deixe de ser o clube essencialmente “católico” que tem sido: isto é, que não ganhe só “quando deus quiser”...

Um cheirinho de goibada

Ficará para a ciência política, com a distância do tempo, refletir um dia sobre as razões pelas quais um eleitorado que tinha dado uma maior...