Ardeu o trono de dom João VI, no incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro. E ardeu todo o resto do museu, um espólio insubstituível sobre a História do Brasil e de quando Portugal andou por lá.
Descaso, incúria ou seja lá o que for, o que verdadeiramente importa é que esse testemunho do passado já não existe. Agora, vai avançar a discussão sobre as culpas, a qual, como de costume, a muito pouco levará. Os crimes sobre o património indignam e emocionam sempre muito no momento das perdas mas, depois do “rigoroso inquérito” que o tempo amaciará, dão quase sempre em muito pouco. É que as famílias das “vítimas” não estão lá para exigir nada. Por isso, como antes se dizia, siga a marinha!