Acabaram hoje as minhas férias! Mereço, finalmente, algum descanso!
Terminou, de vez, esta lufa-lufa de andar de-um-lado-para-o-outro (“Cuidado, olha que já estás na reserva do depósito!”), sem rei nem roque (“Não puseste o GPS e depois dá nisto!”), jantares aqui e acolá (“Não reservou? Agora só lá p’rás dez!), longas maratonas de praia (“Ora bolas! Esqueci-me do protetor solar!”), mudanças de hotel (“Como diabo é que abre este chuveiro?”), procura de tabacarias para comprar jornais (“É assim mesmo! Esta semana, o Expresso veio sem a revista...”).
Pronto! Acabou! Vou finalmente poder dormir na minha almofada! Agora sim, regresso a casa! Agora já posso ser multado pela EMEL, dar voltas a quarteirões para conseguir estacionar, vai chover, vou perder guarda-chuvas, vou constipar-me, vou perder horas em salas de espera de médicos, vou chatear-me com taxistas ou experts nepaleses de tráfico lisboeta contratados pela Uber, vou chegar atrasado a reuniões, vou andar horas nas lojas do aeroporto até encontrar as portas que mudam para fazermos exercício físico. Isto sim, é que é vida!
Um dia, dá-me uma na veneta, perco a pachorra e, pimba!, reformo-me! (“Mas não estás reformado?” “Já nem sei...”). Depois queixem-se!
Um dia, dá-me uma na veneta, perco a pachorra e, pimba!, reformo-me! (“Mas não estás reformado?” “Já nem sei...”). Depois queixem-se!
Bom, e agora vamos a coisas importantes: o Procópio já abriu?