sexta-feira, 21 de setembro de 2018

PGR

A PGR cessante contribuiu muito para a dramatização que envolveu a sua sucessão. Atempadamente, deveria ter dito que só tinha uma palavra e que confirmava aquilo que um dia afirmou - de que só deveria haver um mandato. Assim, ajudou à “festa” e a agravar o mal-estar criado.

16 comentários:

Sebasti disse...

Nem mais caro embaixador. Mas a palavra dada é para muitas pessoas uma coisa sem significado, triste é que o seja também para uma PGR. Por aí se pode apreciar a "legalidade democrática" que a dita senhora prosseguiu enquanto PGR.

Anónimo disse...

Totalmente de acordo, e só prova que não é uma pessoa isenta.
E Passos Coelho não perdeu tempo e agradeceu-lhe muito pelo seu trabalhinho!...
Alô Paulinho dos submarinos, Cavaco e sus muchachos do BPN, então também não agradecem?

Anónimo disse...

Não há PGRs, propostos pelo Governo e nomeados pelo PR, isentos do poder político.
Como não há Provedores de Justiça, etc. Pelo menos por muito tempo.
Quando aparece um isento, só dura até à primeira oportunidade de o "reformarem"!

Ninguém percebe porquê que um PGR ou PJ têm que ser propostos e nomeados pelo poder politico, quando o maior atributo que devem possuir é exatamente a independência.

Se a lógica de um mandato serve como argumento para a independência, também serve para a dependência. É igual em nomeados sucetíveis obviamente.

Portanto a conversa justificativa dos políticos e "sus muchachos",só confirma tudo isto!

Anónimo disse...

Muitas garrafas de champanhe devem ter sido abertas por simpatizantes do PS e por todos os amigos do Ex. PM Sócrates.
A PGR colocou a investigação judicial e a justiça a funcionar e assim acabar com o clima de impunidade que se vivia em Portugal.

Espero enganar-me, mas creio que vêm por aí muitos arquivamentos de processos e tudo vai voltar ao mesmo.

Anónimo disse...

Eu não sei qual a contribuição da senhora procuradora para esta mediatização do caso. Não a conheço pessoalmente e não tenho muita confiança nos media. Uns dizem que ela disse que seria um mandato, outros que ela estaria disponível para outro mandato. Só quem a conhecer pessoalmente saberá a verdade. O que isto me mostra é sobretudo o estado desgraçado a que chegou a imprensa. O diz-que-disse não é jornalismo.
Como cidadão, nunca tinha visto gente poderosa ser acusada e arriscar-se a ser presa. Se voltarmos aos adiamentos, prescrições, arquivamentos, damos colectivamente um grande passo atrás. Veremos.

Anónimo disse...

O problem não é o PGR ter um, dois ou mais mandatos.
O problema é o formato da escolha e nomeação.
A forma como desempenhou o mandato, sim, é a apreciação que a história registará.
A forma como vários PGRs têm desempenhado estes seus mandatos, mostra a experiência, é relacionável com a cor política de quem o nomeou. Mais óbviamente ou menos, de uma forma ridículamente parcial ou mesmo mais subtil, mas detectável.

Não será porque a escolha e nomeação do PGR, em Portugal, provém essêncialmente da fonte partidária em exercício ?.
Será este formato de escolha capaz de atingir o objectivo ?.
Um PGR, uma importante área do poder Judicial, politicamente imparcial?.

Anónimo disse...

Oh Anónimo das 5 da manhã, não se preocupe. Não haverá nada disso que profetiza. Aliás, JMV nunca esteve interessada na continuação do seu mandato, até mesmo, sabendo bem qual era a posição do PR. Julgo mesmo que ela estará aliviada com esta solução. O mal foi a Direita ter manipulado e instrumentalizado toda esta situação e a sua nomeação. JMV sai algo fragilizada, não por ela (veja-se, por exemplo, ela ter permitido uma investigação ao grande Benfica, sabendo-se bem da quantidade de adeptos que tem espalhados por este país fora!), mas por causa das cobotinices e pressões que o PSD e o CDS, com o apoio de certa Imprensa, sobretudo o jornal de facção como o Observador (Direita Radical Neo-Liberal), mas outros, desde Semanários, a Diários. Seguramente que teria preferido sair como uma pessoa independente do Poder Político, mas, dadas a intervenções e pressões da Direita, sai, estupidamente, conotada com ela. Enfim, houve bom senso, quer da parte do PR, como era de esperar, quer do Governo (PM). E a Procuradoria-Geral da República lá continuará a fazer o seu trabalho, de forma idónea.
Bom fim de semana,
a) não me identifico, por razões óbvias...que dá para percebr quais.

Majo Dutra disse...

Tem trabalhos muito elegantes e de qualidade...
lamento que se tenha deixado seduzir pelo filão pornográfico.
A censura é proibida em Portugal.
Seria de bom gosto ''aconselhável a maiores de 18 anos''...
O tal que se demitiu terá filhos?
Bom outono, se estiver no hemisfério norte.
~~~~~~

António disse...

Fico sempre em êxtase quando alguém refere a direita radical neo-liberal em maiúsculas. Haverá certamente essa espécie em Portugal, mas por mais boa-vontade que dedique ao exercício não encontro nenhum partido no quadro parlamentar que seja de direita, menos ainda neo-liberal, e ainda menos um que seja radical nessas coisas.
Porque se escevem coisas dessas sobre fantasmas? Bem, tem que se justificar a existência da esquerda radical, colectivista e totalitária - essa sim, existe - com um contrapeso imaginário, para que não se note tanto o plano inclinado para onde vai escorregando a nossa democraciazita, essa sim já quase um fantasma.

Anónimo disse...

Onde é que está a Esquerda Radical, Colectivista e Totalitária? É que no quadro parlamentar actual não descortino um único partido desse tipo!
Oh anónimo da uma e quarente e quatro da tarde, explique-me lá isso. Está a ver fantasmas onde eles não existem. Voc~e diverte-me. Ainda bem que temos humoristas a comentar neste excelente Blogue!

António disse...

Não sou o anónimo, é António.
Tenho certeza de que não achou graça e tenho a certeza de que você faz parte dos simpatizantes do totalitarismo colectivista. São os únicos que não o vêm.

Anónimo disse...

Oh António, morro de medo dos tais colectivistas. Será que eles veem até cá, a minha casa, nacionalizá-la, com a desculpa para obterem umas massas para salvarem a Banca corrupta, de ir ao fundo? Temo que sim! Diga lá aos seus amigos da tal Direita Neo-Liberal Radical para ajudarem a safarem a minha casita, por favor! Ui, tenho um edo dos Diabos da tal Esquerda Totalitária! Ainda nacionalizam o país todo! E depois, que será de nós, voc~e, eu, etc, etc?
Grato!

António disse...

No PREC nacionalizaram o país todo, e ocuparam casas e propriedades com armas na mão. Não me incomodaram a mim. Pode suceder de novo.
Não poderia atender ao seu pedido por duas razões;
- desconheço-o
- tenho mais amigos na esquerda totalitarista e colectivista do que na direita radical
No entanto a direita radical também é dada a totalitarismos centralistas. Isso é certo. Não gosto de nenhuns. Gosto de temperar a salada a meu gosto e não ao gosto duma comissão. Entende?

Anónimo disse...

Lidos os comentários.

Despacho:
Cada um a sua sentença mas sempre segundo a visão do partido. Sendo o resultado da politização social teêm de ter sempre uma referência politíca, como no futebol.

Por ser gente que não tem pensamento autónomo:
Sem deferimento.

Anónimo disse...

António, não se amofine. Nada tenho contra si. Só me faz confusão esses medos e exageros da que a tal Esquerda é colectivista, o que não é verdade. O BE e a CDU não passam de uns Partidos mais acomodados com a realidade. Nem mais nem menos. O que é pena, pois gostaria que houvesse, de facto, uma Esquerda. Mas não há. O PS nunca foi.
Quanto ao passado, devo dizer-lhe que nunca a minha família, abastada, com quintas no Douro e na Beira Alta, foi, alguma vez incomodada pelas ditos comunistas.
Nacionalizaram a Banca e os Seguros? Ainda bem! Tomara que continuassem na mão do Estado e não teríamos tido os problemas subsequentes de, por exemplo, 2008. Teriam sido mais mitigados.
Sou um daqueles burgueses a que o MST chama de Esquerda Caviar. Mas, estou-me a marimbar-me para esse tipo de classificações.
Sinceramente, desejo-lhe um resto de boa semana.
Nada, mas mesmo nada, de ressentimentos entre nós. Quem sabe se até temos muita coisa em comum. Gastronomia, bons vinhos, viajar por este encantador país, ler um bom livro e porque não, seguir este Blogue do Seixas da Costa!
Abraço cordial!

António disse...

Todos temos mais comum do que diferenças. Uma boa razão para não permitir que se criem diferenças onde não as há.
Abraço cordial.