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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

Europa unida?

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Amado, manifestou ontem, publicamente, o desagrado de Portugal pelo facto de um pequeno grupo de países da União Europeia, composto pelos Estados membros europeus do G8 e por alguns outros convidados, terem reunido separadamente, neste fim-de-semana, a nível de chefes de Estado e de Governo. Note-se que, já no próximo fim-de-semana, todos os líderes dos 27 irão estar juntos, numa reunião regular.

A unidade europeia e o carácter colegial das decisões no seio da União fragilizam-se sempre que estes grupos se formam, qualquer que seja o pretexto invocado, assumindo-se como uma espécie de "núcleo duro" de ricos, poderosos e influentes, que define entre si estratégias que, posteriormente, tentam impor aos restantes.

Diga-se que esta é uma prática já antiga, em que alguns dos nossos parceiros europeus são useiros e vezeiros. Mas nunca é demais denunciá-la e reagir contra ela, até para tentar evitar que seja usada com maior frequência.

O que se afigura mais surpreendente - e que o ministro português não deixou, muito justamente, de sublinhar - é que o actual presidente da Comissão Europeia aceite estar presente nestes encontros de "capelinha", dando, dessa forma, uma legitimação formal europeia a modelos discriminatórios que afectam os direitos de representação igualitária de alguns dos Estados. Neste caso, o seu.

É a vida!

Pode ser que seja apenas "wishful thinking", mas fiquei ontem com a sensação de que André Ventura já se está a ver, daqui a semana...