sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Histórias de Viana (1)


Hoje, ao ver cair a chuva que atrasou o cortejo da Mordomia, na abertura das Festas da Senhora da Agonia, lembrei-me do "Santirso".

O "Santirso" era o nome de um barco espanhol de transporte que, na minha infância, aportava com alguma regularidade à doca de Viana do Castelo, em frente à casa da minha avó. Isso nada teria de especial, num porto que, à época, era bastante movimentado, se não se desse o caso da presença desse barco estar associada, no imaginário das pessoas da pesca vianense, à chegada de mau tempo. Por isso, e porque a coincidência se repetia com demasiada frequência, era voz corrente que as mulheres da ribeira apupavam os marinheiros do "Santirso", que olhavam como responsáveis pelas condições climatéricas que não permitiam a saída da barra dos pescadores.

O "Santirso" já não anda por cá e, neste ano em que sou o "presidente de honra" das Festas de Viana, espero que, definitivamente, a querela climática entre São Pedro e a Senhora da Agonia tenha ficado resolvida até domingo. Depois, pode chover à vontade... 

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