quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pedro Coelho (1941-2016)


Este blogue não tem vocação para se tornar num registo obituário, mas há nomes cuja desaparição é tão marcante que se torna impossível deixar de registar.

Pedro Coelho é uma figura cuja postura me habituei a admirar, desde há décadas. Militante clandestino da Acção Socialista Portuguesa e, mais tarde, do Partido Socialista, de que foi fundador, era um democrata e um homem que faz parte da história dos socialistas portugueses. Constituinte em 1975, passou por experiência governativa e parlamentar, mas optou por manter-se ativo na vida económica privada, a que nunca deixou de ser dedicar. Era uma figura de extrema simpatia, educado, sociável e, curiosamente, aparentava ser bastante mais novo do que na realidade era. Mantínhamos uma relação pessoal de extrema cordialidade, reforçada por amigos comuns que ambos prezávamos.

Deixo aqui uma fotografia de Carlos Gil, que, seguramente, lhe dizia muito: no dia 25 de abril de 1974, falando por um megafone em frente ao quartel do Carmo, tendo a seu lado João Soares e Francisco de Sousa Tavares.

4 comentários:

jj.amarante disse...

Quando entrei no Técnico em 1966 o Pedro Coelho era o presidente da AEIST, Associação de Estudantes do Instituto Superior Técnico. Nessa altura havia uma Semana de recepção ao caloiro, uma iniciativa louvável da AEIST em que através de vários eventos, como sessões de esclarecimento sobre o Instituto, talvez uns espectáculos, e uns convívios com música para dançar, se procurava verdadeiramente integrar os recém-chegados. Julgo que o IST ainda mantém decoro na recepção aos caloiros. Nessa altura ainda existia Praxe em Coimbra que julgo só ter sido extinta na crise de 1969. Também julgava que ele seria mais novo.

Anónimo disse...


UM PRÍNCIPE da DEMOCRACIA!

Julgo que fundador do PS, mas não vi em nenhum canal uma palavra sobre ele...


Anónimo disse...


Tinha uma característica rara: falava às pessoas sempre da mesma maneira e, por mais que a idade nos vá modificando, sempre conheceu os velhos companheiros de café, do tempo em que eramos estudantes e íamos à Suprema tomar a bica depois de jantar.

Se passava por algum, de pópó e motorista (por exemplo, presidente dos CTT), parava e insistia em dará boleia. Grande jovem! Nunca ficou velho e chato.

Anónimo disse...

Mais uma vez agradeço ao Senhor Embaixador pelo cuidado que tem tido em participar a morte de algumas pessoas da política portuguesa dos últimos anos. vejo SEMPRE os noticiários da noite nas televisões portuguesas, embora esteja fora do país. Nada, nadinha sobre o Pedro Coelho. Se calhar ele era mesmo especial só para um número pequeno de amigos e colegas. Podia dar dois ou três exemplos do cuidado que teve em tratar assuntos importantes para os portugueses. Melhor mesmo é agradecer do novo ao Senhor Embaixador.