quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Aeroporto de Lisboa

Nos últimos três anos, não viajo por via aérea a partir de Lisboa todas as semanas, mas, em média, utilizo o aeroporto da Portela no mínimo umas duas vezes por mês. Posso estar enganado, mas creio que nunca encontrei o aeroporto sem um estaleiro de obras. Não sei se isto é bom ou mau sinal, mas a verdade é que, quer à partida quer às chegadas, tudo tem mudado, nem sempre com a comodidade dos passageiros assegurada, muito embora seja óbvio ser esse o objetivo de alguns dos trabalhos - o outro é "meter-nos" lojas pelos olhos e no meio do nosso percurso, de uma forma que começa a tornar-se algo escandalosa. Um passageiro não tem o direito de entrar no aeroporto e tomar o caminho mais direto para o seu avião, visitando as lojas apenas se quiser?

10 comentários:

Luís Lavoura disse...

O Francisco também nunca encontrará a catedral de Colónia sem um estaleiro de obras. Numa fachada ou noutra, a catedral está sempre a sofrer obras de restauro, e elas não se fazem sem incómodo para os visitantes (e para as suas máquinas fotográficas). É normal que uma grande estrutura tenha que estar permanentemente em obras.

ARPires disse...

Sr. Embaixador aprenderam com os lojistas do "El Corte Inglês".
Se quisermos ir ao último piso, temos que fazer um percurso na vertical de um piso, depois corremos na horizontal todo esse piso e lá bem ao fundo há um outro elevador que nos vai levar ao piso superior seguinte e assim sucessivamente.
Somos "obrigados" a passar por todas aquelas lojas onde não tencionamos comprar nada, para ir ao último piso tomar um café.
Resultado disto tudo fui uma, duas vezes no máximo.
Comigo isto também não resulta. Aqui estamos na presença de um espaço comercial que só lá vai quem quer, enquanto num aeroporto é um espaço que devia em primeira mão estar lá para servir os passageiros e não servir interesses comerciais.
Tudo isto é o preço que se paga pela privatização de tudo aquilo que nunca devia sair de esfera do estado.
Mas há por aí muita gente que gosta...

Isabel Figueira disse...

Isso só demonstra que é urgente outro aeroporto fora da cidade mas perto de Lisboa. Volta-se a falar no Montijo. Ou será que os estudos que fizeram antes e terão que ser actualizados, o parecer continuará a ser "Jamais"?
Eu sou leiga nestes assuntos mas só peço que tenham atenção aos sapais existentes na zona de Alcochete, Montijo e zonas limítrofes.

Desejo-lhe um excelente dia, malgré tout!

Matias disse...

Concordo inteiramente com sua observação sobre as lojas, Embaixador. É o lucro a prevalecer.

netus disse...

Muito boa tarde. Não tenho frequentado o aeroporto. Mas creio bem pertinentes os comentários salientando os exageros na vertente comercial. Em outra vertente, amigos dizem-me que existem melhorias nos horários. Vendo como comprei.
Quanto à eventualidade de um apoio / aeroporto no Montijo, devo adiantar que os sapais nada têm a ver com a questão. A Base Aérea nº 6, no Montijo, existe desde muitas décadas antes de 25 de Abril. A base está lá, e tem terrenos vastíssimos. Não sendo perito no assunto, arriscaria dizer que uma solução semelhante à existente nas Lajes é bem prática, porventura exequível de implementar com baixos custos.
Haverá que tratar de um acesso rápido à ponte Vasco da Gama, o que, olhando aos traçados da rede viária nas zona, não deve ser nada complicado.
António Cabral

Portugalredecouvertes disse...


Como diria alguém mais a norte, será uma maneira de "mettre du beurre dans ses épinards"!

Dalma disse...

Tenho viajado por alguns aeroportos da Europa, vários nos US e vários no Canadá isto ao longo dos últimos 10 anos. Sinto que estão sempre em obras. O de Veneza, onde aterrei e levantei ao longo de uns 4 anos estava sempre em obras, por isso o nosso, um dos mais gradáveis que conheço não é pois uma excepção!

Dalma disse...

Netus,onde vão buscar o dinheiro ou parte dele? Aos nossos impostos... e "voilá"!

A JOGATANA disse...

Não falem em aeroportos novos que acordam o monstro corrupto.
Cuidado com os banqueiros, os empreiteiros e o monstro corrupto.
Já chega de bandalheira, que foi a TAP, os Bancos, o Pendular, as autoestradas,m as zonas industriais os enfermeiros ingleses e os engenheiros angolanos no desemprego.
Vamos por os pés no chão.

netus disse...

Ao perguntarem-me pelo dinheiro, pois alguma coisa custará criar uma parte civil na BA6, não tenho resposta concreta por óbvias razões. Mas, naturalmente, será dinheiro dos contribuintes, desconhecendo se é possível reservar alguns fundos europeus para isso, o que ajudaria. Recordo aliás uma das definições de dinheiro dos contribuintes, rigorosa em Portugal - dinheiro retirado aos que não podem fugir.
Conhecendo bem o aeroporto das Lajes, e desde que não procurem inventar um aeroporto luxuoso do século XXIII, arquitectos, paisagistas, ministério da defesa nacional, e câmara municipal do Montijo, quero crer que é possível colocar de pé uma infra-estrutura decente equivalente à das Lajes. Presumo que com contenção e equilíbrio será possível alargar uma das vias rodoviárias existente para acesso à Ponte Vasco da Gama.
António Cabral