quarta-feira, 4 de março de 2015

Espionagem

Um pequeno escândalo abala a próxima candidatura de Hillary Clinton à presidência americana: aparentemente, durante a sua anterior encarnação como responsável pela diplomacia americana, a senhora terá usado, em regra, o seu endereço pessoal de mail, não tendo trabalhado usualmente com um endereço "corporativo" governamental. Ora isso, segundo os especialistas, poderá ter fragilizado a segurança das suas comunicações. A polémica está assim lançada.

Manifesto a minha solidariedade com a sra. Clinton. Passei os últimos anos a usar o meu email pessoal para coisas oficiais. Porquê? Isso não podia ser "apanhado" por terceiros? Não podiam ter lido o que eu escrevia? Claro, foi sempre esse o meu sonho...

3 comentários:

Anónimo disse...

A experiência de Viena presente, quando lhe entraram no computador...Post de humor sibilino.

Anónimo disse...

Acho que a polémica tem a ver com a necessidade de aplicação da lei de acesso aos documentos em vigor nos EUA - freedom of information act - que, ao que parece, e ao contrário de promessas eleitorais de Obama, tem sido aplicado de forma contrária à transparência,conduzindo a uma maior restrição no acesso à informação (veja, por exemplo a organizção da Sunshine Week, por parte da imprensa americana, para tentar contrariar essa tendência).
O que está também em causa é a necessidade de preservar e facultar o acesso (nos casos em que a informação não se enconre "classificada") a informação respeitante ao exercício de funções públicas.
Nada impedia a sra Clinton de, para uso privado, manter uma qualquer conta de e-mail, mas no que respeita à atividade relacionado com o cargo que desempenhou como secretária de estado, tinha a obrigação de deixar na posse da administração toda a informação; ao que parece, já entregou à administração 55000 e-mails.
O que se diz para o mail, serviria para qualquer documento, vertido em qualquer suporte.

David Caldeira

Anónimo disse...

A diferença meu caro senhor é que os regulamentos onde a dita senhora exercia a proibem de utilizar emails pessoas para escrever emails oficiais.