quinta-feira, 4 de julho de 2013

Demissões

Com naturalidade, toda a gente fala da demissão de Paulo Portas.

Mas parece que todos se esqueceram já que a crise começou com a demissão de Vitor Gaspar. Isto é, se o ministro das Finanças se não tivesse demitido, esta crise não teria sido iniciada.

Talvez convenha ter isso presente.

15 comentários:

Anónimo disse...

Lembro- me d' uma inscrição a avisar: attention! Un train peut en cacher un autre.
José Barros

EGR disse...

Senhor Embaixador:tem toda a razão ao relevar o facto.
E, muito convenientemente, todos o opinadores do costume não se
referem a carta que Vítor Gaspar escreveu e a qual deu intencional publicidade contendo duras críticas ao PM.
Ainda não perdi a esperança de daqui a alguns dias culparem José Sócrates pela crise.

Anónimo disse...

Como dizia o outro: "se a minha avó tivesse rodas era um caro eléctrico!"

patricio branco disse...

pode não ser assim tao simples, pontual!
um devia estar desejoso de voltar às suas antigas ocupações, ou atté a um lugar melhor fora daqui.
o outro tem reacções subitas de amuo, como tactica para alcançar algo, em certas situações.
mas que o barco se está a afundar, isso está, eles sabem melhor isso, e usando tecnicas usadas por outras criaturas com instintos de salvação abandonam a nave que se está a inundar. e porque não?
o capitão do barco seguindo a velha regra (que não foi seguida no caso d costa concordia, excepção)continua ao leme embora os motores não trabalhem.
e hoje deu me para imagens nauticas !!!

Anónimo disse...

Depois de passarem um bocado da noite, juntos, pode ser que o amuo passe…

São disse...

EStou de acordo com EGR.

Depois do que vi o PSD dizer no Parlamento, acho que a culpa ainda vai ser de Sócrates.

E , não querendo entrar em teorias de conspiração, toda esta ópera bufa - que nos causou prejuízos avultadissimos em todas as áreas - é demasiado absurda.

Não sei se é de tomar os acontecimentos pelo seu simples valor facial.

Para mais, desgraçadamente, não duvido de que Cavaco vá aceitar a "nova " coligação, pois já demonstrou à saciedade ser este o seu Governo .

Sinto-me dentro de um livro de Kafka

Bom dia

Catinga disse...

O Paulo Portas sempre teve e terá má imprensa. Não há como escapar.

Para além disso, o VG não serve como alvo político (e o Portas, sim).

Anónimo disse...

Do BLOG "a Montanha de SISIFO", com a devida vénia:

"Exmo Senhor Doutor António José Seguro,

Espero que esta missiva o encontre de boa saúde.

O meu nome é Paulo Portas e sou líder do CDS. Penso que me reconhecerá da televisão, embora ande desaparecido nos últimos 2 anos. Fui também líder do partido da lavoura, do partido dos embriões, do partido dos feirantes, do partido da lavoura outra vez, do partido dos contribuintes e, mais recentemente, do partido dos reformados. Ando neste momento em busca de um novo desafio profissional.

Tomei conhecimento desta oportunidade de coligação através do seu anúncio na cantina do parlamento (por falar nisso, o senhor doutor fica muito bem com o bigode que o João Galamba pintou na sua fotografia do anúncio). Ao contrário de outros candidatos, todos nós no partido temos o PS em grande consideração. Temos inclusivamente créditos firmados na sua organização. Como os camaradas Freitas e Basílio comprovam, somos capazes de nos integrar facilmente na cultura do seu partido.

Para além da nossa capacidade de integração, somos também bastante próximos ideologicamente, o que facilitará uma potencial coligação. Nós, como o PS, desejamos mais tempo para pagar a dívida. Nós, como o PS, fomos contra cortes nas reformas. Nós, como o PS, queremos rever os prazos da troika. Nós temos sido a consciência de esquerda deste governo, defendendo no conselho de ministros, o que o PS defende em público. Foram os nossos ministros que travaram a fúria anti-despesista austeritária do ministro Gaspar. Sem nós, teria sido o caos neo-liberal Como vê, a ideologia não será um obstáculo, antes pelo contrário. Mas mesmo que fosse, nós não hesitaríamos em mudá-la. Que fique bem claro: jamais permitirei que a ideologia seja um obstáculo à nossa entrada num governo.

Finalmente, gostaria de realçar a nossa experiência governativa: somos o segundo partido, ex-aequo com o PSD, com mais anos de no governo neste milénio. Apesar do recente sucesso, ainda temos bem presente na nossa memória a década negra de 90 que quase nos destruiu. A fome era tanta que um dos nossos membros chegou a prostituir-se por um queijo. Apelo ao seu bom coração para não nos deixar chegar novamente àquele estado. As nossas famílias já se habituaram a este estilo de vida e será duro regressar aos negros anos da oposição sem cargos governativos. Como sabe, por estes dias, nem um pé de meia se pode juntar enquanto estamos no governo sem que os jornalistas se intrometam (aproveito para agradecer a sua discrição com o caso dos submarinos que, como acordado, retribuiremos).

Segue o meu CV em anexo. Chamo-lhe a atenção para o facto de ser em formato europeu que, desde que descobri, não quero outra coisa"


Alexandre


Francisco Seixas da Costa disse...

Chegou-me um novo comentário com a tradicional nota lírica brejeira da "velha senhora". Talvez excitada pela crise, "passou-se" uma vez mais. Voltei a ter de usar o lápis azul

Anónimo disse...

Mas o que é que vocês queriam? O Portas, por onde passa, só tem feito"m". Mas a culpa é do Cavaco e do Passos, são eles os responsáveis. Quanto ao Portas, a mim ele jamais me enganaria. Não se lembram das outras coligações...

Anónimo disse...

Relativamente ao anónimo "4 de Julho de 2013 às 13:55", talvez o anfitrião do blog pudesse (ou não), dar-nos a sua opinião.

Anónimo disse...

Numa primeira reação ao seu corte, meu caro Francisco Seixas da Costa, a 'velha senhora', aqui de visita, zangou-se e disse:

'ter de usar lápis azul'
é censura clara e vil
veja amor não nos anule
o vinte e cinco de abril

Depois reconsiderou, evocou a ternura que o seu 'jov'embaixador' sempre lhe provoca, bebeu mais um Alvarinho para refrescar as ideias, e emendou uma letra e duas ou três palavras no final do seu sonetilho - que me mandou reenviar e que segue já como comentário ao post "Spas" a que pertence.

Paulo Abreu e Lima disse...

Não consta que Vítor Gaspar fosse líder de um terceiro partido da coligação.

Anónimo disse...

Mais um comentário de uma extrema subjectividade, do estilo quem nasceu primeiro, ovo ou galinha. Como se o acto excessivo do segundo, pudesse ser justificado pela óbvia falta de condições do primeiro. Portas estava a fazer bom lugar e a fazer uma revolução silenciosa a levar os diplomatas para a Economia e a formação. Não foram corrigidas sob o seu mandato, nem o serão no futuro, as injustiças óbvias, os apadrinhamentos, e as nomeações discutíveis de diplomatas demasiado jovens para CdM em Bogotá ou Camberra. O balanço não era mau sem que Portas alguma vez me tenha ajudado ou sonhado que eu exista. Quando se é também Ministro de Estado e se está encarregue do guião da Reforma do Estado, o que a sua demissão quer dizer é fuga às responsabilidades e interiorização precoce da síndrome do Bloco de Esquerda para quem é bom criticar o poder, difícil é assumi-lo. Nunca votei Portas e agora é que não votarei mesmo. Apesar de o ter considerado um bom Ministro.

AL disse...

Se lermos o Expresso de hoje verificamos que Paulo Portas só queria a demissão do ministro das finaças depois do congresso do CDS ou seja: no congresso Gaspar seria sovado, esfaqueado, cuspido e, em razão disso teria de ser demitido.
Assim sendo as razões/causas da demissão de Gaspar estão nas mariquices comportamentais de Paulo Portas.