sexta-feira, junho 05, 2009

Obama

O poder é algo que, por vezes, não precisa de se afirmar para ser reconhecido. O modo como o mundo em geral - e Israel e os árabes em particular - aguardou o discurso no Cairo do presidente Obama foi a prova provada de que os EUA continuam a ser o dono do jogo estratégico à escala global, com ou sem crise, goste-se ou não. Com a Europa a ver, claro.

quinta-feira, junho 04, 2009

Benjamim Marques

Benjamim Marques é um nome da cultura portuguesa em França, onde vive desde há muito. Conhecia-o de nome, mas não ao seu trabalho. Abriu ontem uma exposição retrospectiva sobre alguns tempos mais recentes da sua obra - das "geologias" às "galaxiais", passando por outros caminhos novos, como me disse. Óleos, desenhos e aguarelas compõem um conjunto bastante interessante de um autor que, historicamente, se reivindica do surrealismo português do Café Gelo (embora "dissidente") e do seu trabalho junto de Vieira da Silva.

Esta exposição de Benjamim Marques está patente no "suR un R de Flora", um espaço multicultural de dimensão lusófona - "restaurant & bar musical & galerie d'art" - para os lados da Place de la Nation, em Paris, que merece uma visita mais cuidada do que a que ontem me foi possível fazer.

Marcello

Marcello Duarte Mathias é, para além de um amigo e colega diplomata, um excelente escritor. De quem creio ter lido tudo quanto publicou em livro.

Ontem, na Fundação Gulbenkian, aqui em Paris, foi lançado "À contre-jour: journal 1962-2008", uma selecção dos seus vários diários, editado na "La Différence", por essa personalidade a quem a cultura portuguesa em França muito deve, que se chama Joaquim Vital.

Um público interessado, entre o qual tive o prazer de me contar, ainda mal refeito do "jet lag" transatlântico, seguiu a apresentação feita por Catherine Dumas, também tradutora, tendo ouvido extractos lidos por Jean-Luc Debattice.

Marcello é autor de uma escrita culta, onde há muito de Camus e de um decantar crítico, às vezes algo cruel mas sempre inteligente, da sua experiência de vida, feita por alguns locais que também me coube em sorte frequentar, como Nova Iorque, Brasília ou Paris. Mas foi, sem dúvida, Paris, onde estudou, quando o seu pai por aqui foi embaixador, por quase duas décadas, a cidade que o terá marcado. E onde terminou a sua carreira, como embaixador junto da UNESCO. Talvez por isso, nas palavras que proferiu, retomou como sua a frase de Thomas Jefferson: "Tout homme a deux patries: la sienne et la France".

Comissão Europeia

João Vale de Almeida, chefe de gabinete de Durão Barroso, é o novo director-geral português na União Europeia. Uma ascensão merecida para alguém que tem uma longa carreira dentro das instituições comunitárias, essencialmente construída pelo próprio, como resultado do seu esforço e prestígio pessoais.

Dez anos depois de Portugal ter deixado de ter um director-geral e cinco anos depois de ter sido escolhido um presidente da Comissão com a nacionalidade portuguesa, o nosso país volta a ter acesso a um dos 34 lugares de topo da administração comunitária.

Um dia tenciono contar, em detalhe, a história da "perda" do director-geral português, um episódio onde se cruzam algumas responsabilidades nunca assumidas. E fá-lo-ei "naming names", como dizem os anglo-saxónicos.

A comunidade silenciosa

Às vezes, torna-se importante recordar o que alguns passaram, em tempos bem difíceis, para melhor se medir o caminho percorrido desde então. E ter legítimo orgulho nele.

Recomendo que leiam isto.

quarta-feira, junho 03, 2009

GM

"What's good for the country is good for General Motors, and vice-versa" - disse um dia, para a História, Charles E. Wilson, antigo presidente da General Motors e, mais tarde, responsável pela pasta da Defesa nos Estados Unidos.

Ao ler-se hoje, em toda a grande imprensa americana, uma patética carta do sucessor de Wilson aos actuais clientes da empresa, no dia em que se consagra a sua falência e a aquisição de parte por uma obscura firma chinesa, não podemos deixar de reflectir nas partidas que o destino pode pregar àquele que já foi um dos grandes emblemas da América.

Notas americanas


1. Referências em vinhos na lista de um restaurante em Washington: "Organic grapes", "Biodynamic solar powered winery", "Sustainable viticulture". Uma percentagem das receitas da venda dos vinhos é dedicada a "to help disadvantadge women transition into work place". A América é, de facto, outro mundo.

2. Magnífico (e tentador...) o hábito americano de manter abertas as livrarias de "bargains" e usados até bem tarde.

3. Pululam novas edições elogiosas da política securitária da administração Bush e sente-se que a administração Obama está sujeita a um fogo crítico pouco comum, num período que costuma ser de "estado de graça". Se há um azar...

4. Reencontro a "Dissent", a revista liberal que faz as delícias do "Upper West Side" nova-iorquino, da qual já fui assinante e leitor atento. Tal como muitas congéneres, permanece muito centrada na perspectiva americana, com o mundo islâmico e a China como focos prioritários de interesse. O crédito de Obama no seio do radicalismo liberal está claramente sob teste.

5. Não é só impressão minha: confirmam-me a crescente presença de locutores de cor nas televisões americanas.

6. Cada vez é mais comum encontrar falantes de espanhol nos EUA. Em 2050 serão um terço da população. Hoje, os avisos em espanhol fazem já parte da paisagem pública.

7. O grande tema mediático é a nova candidata hispânica à Corte Suprema, uma aposta de Obama já sujeita a críticas, algumas com laivos preconceituosos.

8. O voo da Air France no qual, daqui a pouco, vou atravessar o Atlântico oferece imensos lugares vagos. Sem surpresas.

terça-feira, junho 02, 2009

Brasil

Há ocasiões em que se percebe melhor o êxito de um país como os Estados Unidos da América. São as mesmas ocasiões em que não se entende como esse mesmo país pode, por vezes, cometer erros históricos de uma dimensão inimaginável. A capacidade que os EUA têm de gerar informação de alta qualidade não condiz com o ocasional tropismo que Washington tem para a não utilizar devidamente na suas opções de política.

Um seminário sobre as relações entre os EUA, a Europa e o Brasil, em que me coube o papel de "keynote speaker" sobre a perspectiva europeia, lado a lado com um investigador alemão, numa mesa com 20 pessoas, foi também uma ocasião para ouvir excelentes análises feitas por personalidades de 8 países, entre os quais professores de Bolonha, Sciences-Po/Paris, Munique, S. Paulo, MIT, Columbia, etc., para além de figuras do Banco Mundial e de diversos "think tanks" americanos.

O Brasil está na moda e a Johns Hopkins University conseguiu congregar especialistas da área económica, do mundo académico e de centros de estudo de relações internacionais que nos proporcionaram visões profundas, despreconceituadas e - o que é reconfortante - genericamente bastante positivas sobre o futuro do Brasil.

segunda-feira, junho 01, 2009

USA

Palestrar do outro lado do Atlântico é algo que, para além de satisfação, dá algum trabalho e cansaço. Mas a um convite da Johns Hopkins University não se resiste.

Para já, algumas horas depois de chegar, apenas pude notar que Washington está "obâmica" de esperança.

domingo, maio 31, 2009

Porto, claro!

Pronto! O Porto lá conseguiu igualar ontem o Sporting em vitórias na Taça de Portugal. Depois de ganhar o seu quarto campeonato consecutivo. Com um treinador português.

Apenas constatando o óbvio, tenho dito, para zanga de alguns leitores deste blogue, que o clube das Antas continua a não ter rival em Portugal, goste-se ou não da sua gestão. E repito isso hoje. Parabéns ao FCP.

sábado, maio 30, 2009

Fugas

O ministério francês dos Negócios Estrangeiros apresentou uma queixa judicial para tentar apurar a origem de fugas, para o semanário satírico "Canard Enchaîné", de algumas comunicações oficiais oriundas dos postos diplomáticos franceses espalhados pelo mundo. É que, nos últimos tempos, um seu funcionário pouco escrupuloso estará a pôr em causa a segurança do Estado, à luz de um peculiar conceito de transparência da coisa pública.

Esta é uma questão que, num tempo ou noutro, tem afectado quase todas as carreiras diplomáticas, embora normalmente com maior incidência em momentos de forte tensão política, interna ou internacional. Recordo-me do escândalo provocado pela reprodução de uma célebre comunicação do meu querido amigo "Chencho" Arias, antigo embaixador espanhol na ONU, que surgiu na imprensa de todo o mundo, ao tempo da invasão americana do Iraque, em 2003.

Trata-se de um problema que é sempre de extrema delicadeza, porque a falta de confiança no secretismo de uma determinada rede diplomática conduz ao natural empobrecimento da informação por ela produzida, pelo facto de provocar uma compreensível retracção por parte de quem transmite por essa via. Os diplomatas não são espiões, trabalham com a chamada "informação aberta", colhida através de meios totalmente legais, mas a sua produção escrita inclui valorações opinativas que, porque destinadas em exclusivo aos seus governos, não agradariam necessariamente a outras entidades que a elas pudessem ter acesso.

Portugal não escapou, no passado, a este tipo de questões mas, verdade seja, de há muito que me não lembro de ver reproduzida correspondência diplomática portuguesa na imprensa - ou nos blogues, o que seria o mesmo. O que talvez nos deva levar a concluir que o sentido de Estado dos nossos funcionários - diplomatas ou outros que têm acesso a esse tipo de comunicações - tem vindo a prevalecer sobre qualquer tendência para a indiscrição.

Pauleta

Pedro Pauleta é um futebolista a quem - há que dizer isto bem alto - Portugal não deu nunca o reconhecimento que lhe seria devido. Talvez por nunca ter jogado na divisão principal do futebol português, talvez por nunca ter integrado qualquer dos seus três maiores clubes, Pauleta acabou por não ter, em Portugal, a grande homenagem que a sua excepcional carreira justificaria. E, no entanto, estamos "apenas" perante o melhor marcador de sempre das nossas selecções nacionais, autor de golos que marcaram positivamente o destino de muitos dos 88 jogos em que vestiu a camisola de Portugal.

Jogador correctíssimo e com forte personalidade, figura simples e de grande simpatia pessoal, deixou nos estádios e nos adeptos franceses uma imagem extremamente positiva, para além de ter dado, durante anos, fortes alegrias aos portugueses e luso-descendentes. Por aqui ganhou campeonatos de França pelo Girondins de Bordeaux e pelo Paris Saint-Germain (PSG), sendo o maior marcador de sempre da história deste clube. Antes, havia sido campeão de Espanha pelo Deportivo de Coruña.

Como embaixador de Portugal, entendi não dever deixar passar o momento em que o PSG comemora o "jubilé" de Pedro Pauleta sem lhe prestar uma singela homenagem na nossa Embaixada, durante um almoço que hoje teve lugar. Nele reuni amigos de Pauleta e dirigentes do PSG, o clube que mais o tem acarinhado, do qual é agora "embaixador" pelo mundo e que, também por essa razão, se terá convertido naquele que hoje concita o maior apoio entre os portugueses e luso-descendentes em França.

Amanhã, lá estaremos todos a dar a Pedro Pauleta, no ambiente quente do seu Parc des Princes, um abraço de amizade e reconhecimento. O governo da Região Autónoma dos Açores aceitou a sugestão para se associar a este evento e, desta forma, as ilhas de Pauleta lá irão também, com a sua música e as suas tradições, estar representadas nesta justa homenagem pública.

sexta-feira, maio 29, 2009

Ténis

Tem 16 anos, é portuguesa, chama-se Micaela (Michelle, para a imprensa internacional) Larcher de Brito e foi a grande e sonora sensação de Roland-Garros, aqui em Paris.

Perdeu o apuramento para os oitavos de final, mas fez história no ténis mundial.

Até para o ano, Micaela!

O Tempo na Cultura

Manuel d'Olivares é um pintor português residente em Barcelona. Apresentou na 3.ª feira, na Cité Universitaire de Paris, "Meteorologia para Piano - duplicidade e cumplicidade", uma exposição de óleos onde as temáticas do clima e da música estão presentes, numa aliança - imagine-se! - suscitada pelo famoso anticiclone dos Açores. O espectáculo incluiu um concerto de Miran Devetak, um excelente pianista ítalo-esloveno, que se ligou, de forma magnífica, ao espírito da apresentação.

Foi uma iniciativa do Instituto Camões de Paris, aproveitando a hospitalidade da Casa de Portugal na Cité, com uma muito boa presença de público. Este é mais um caminho para abrirmos as expressões da nossa cultura a novos olhos e ouvidos em França. Porque os meios disponíveis para este tipo de iniciativas são muito limitados, temos de trabalhar numa lógica de "sopa da pedra"...

quinta-feira, maio 28, 2009

28 de Maio

Há minutos, um amigo perguntava-me se, nas notas que este blogue costuma fazer em relação a algumas datas portuguesas, não havia espaço para o 28 de Maio. Não que ele pretendesse comemorá-lo - deixou claro -, mas porque isso seria talvez interessante, como memória para alguns leitores mais jovens, para quem as diferenças entre tempos passados acabam por diluir-se no seio de alguma indiferença. Tem toda a razão.

O movimento de 28 de Maio de 1926 foi um golpe de Estado militar, com apoio de sectores conservadores civis, que pôs termo à experiência democrática iniciada cerca de 16 anos antes, com a instauração da I República, em 1910. Muito por obra da persistente oposição dos seus inimigos, a que se somou a incapacidade da burguesia urbana de consensualizar um modelo político fora dos vícios do antigo rotativismo monárquico, cumulado por um agitação operária que ia com os tempos, a jovem República acabou por instalar um regime de grande instabilidade política, que alienou, sucessivamente, vários sectores sociais, diminuindo drasticamente a sua base de apoio.

Na execução do 28 de Maio cooperaram forças de vária natureza, desde monárquicos revanchistas a republicanos desiludidos, de sectores integristas católicos a meios empresariais cansados das tensões sindicais. O movimento, que acabou por se revelar filofascista, teve inspiração em modelos congéneres que emergiram noutros países europeus e, no caso português, acabou por servir de escape a um profundo mal-estar no seio da instituição militar, que a participação na Primeira Grande Guerra tinha potenciado.

Em poucos dias, o 28 de Maio trucidou sucessivamente dois dos seus líderes, acabando a nova Ditadura Militar por deixar na chefia do Estado o general Óscar Fragoso Carmona, que abriu o caminho que viria a ser prosseguido pelo jovem economista coimbrão, militante católico conservador, que deu pelo nome de António de Oliveira Salazar.

Um dia, Salazar, num dos seus mais célebres discursos, disse: "Sei o que quero e para onde vou". E, porque ele sabia, escusou-se a perguntar aos portugueses, durante quase 40 anos, se queriam ir por aí.

Delors

Há duas Europas: a de antes de Jacques Delors e a que resultou do seu empenhamento e entusiasmo, parte da qual não lhe sobreviveu.

Hoje, ao final da tarde, no Centro Gulbenkian em Paris, um Delors na sua melhor forma, já sem as limitações das responsabilidades directas e com a frontalidade de quem sabe bem que o que diz conta e pesa, falou-nos do projecto europeu e dos riscos que sobre ele impendem. Mas falou-nos também do optimismo, da esperança e da sua crença no futuro daquele que considera ser o mais bem-sucedido desenho institucional de sempre, em matéria de cooperação entre nações: a União Europeia.

Delors referiu-se, com grande simpatia, a Portugal e aos portugueses, ao "mais bem-conseguido alargamento de sempre" feito pela Europa. É bom ouvir os amigos, e Delors sempre fez questão em ser um bom amigo de Portugal. E, quando foi necessário, juntou os seus actos às suas palavras.

Julgo que muitos saíram hoje da Gulbenkian de Paris com esta ideia: que falta fazem à Europa contemporânea homens como Jacques Delors!

Coreia do Norte

O ensaio nuclear norte-coreano, na sua trágica irresponsabilidade, tem a colateral virtualidade de ajudar a acordar a China e a Rússia para a emergência, na sua vizinhança, de um poder dotado da arma mais poderosa, com um forte potencial desestabilizador. E esse poder é tanto mais imponderável quanto resulta de um Estado onde as atitudes não procedem de um processo decisório com base democrática.

À Coreia do Norte parece poder hoje aplicar-se o que alguns dizem das lideranças palestinianas: "They never miss an opportunity to miss an opportunity". Ao seu governo foram dadas várias hipóteses e soluções, com estímulos financeiros e de outra ordem, por diversos sectores da comunidade internacional. Moscovo e Pequim tomaram em atenção o que consideraram serem os legítimos interesses norte-coreanos no âmbito das "six parties talks", perante o compreensível alarme do Japão e a errática agenda dos EUA - que muitos, de forma simplista, identificam com a da Coreia do Sul. Resta-lhes avaliar o saldo dessa táctica.

Importará agora saber se esta nova intranquilidade criada em Moscovo e em Pequim tem possibilidade de vir a consagrar-se em termos de uma efectiva coerção sobre Pyongyang, através da mobilização eficaz de todos os meios diplomáticos disponíveis. Se isso viesse a acontecer, com resultados práticos, talvez abrisse portas para a sequente ponderação de medidas de contenção, com idêntico objectivo, noutros cenários de instabilidade e risco nuclear. E, quem sabe, talvez também pudesse servir de base à exploração da viabilidade das propostas feita pelo presidente Obama, no seu discurso em Praga, no tocante a uma ambiciosa agenda global de desarmamento nuclear. Mas isso seria jogar com a sorte e, infelizmente, a História prova que raramente tudo corre bem.

quarta-feira, maio 27, 2009

Eleitos


Já está! Tal como ficou sugerido aquando da reunião que organizei com eleitos de origem portuguesa em Bordéus, há pouco mais de uma semana, foi criada pela Embaixada de Portugal em França a plataforma informática que permitirá aos eleitos de origem portuguesa em França corresponderem-se e interagirem entre si, apresentando os seus textos, ideias, iniciativas, propostas e tudo o resto que muito bem entenderem.

Com o endereço electrónico de www.france-portugal.blogspot.com, este espaço, para além de poder ser lido pela generalidade das pessoas que tenham acesso à internet, é de livre utilização por todos os cidadãos de origem portuguesa que tenham sido eleitos em órgãos locais, regionais ou nacionais em França. O objectivo é proporcionar um local de debate sobre assuntos de interesse comum, de apresentação de iniciativas e formulação de propostas.

Os eleitos de origem portuguesa que desejem ter acesso à plataforma informática necessitam apenas de dirigir um e-mail para o endereço fraporelus@gmail.com, após o que receberão de volta uma senha que lhes permitirá participar no espaço de discussão, nela podendo utilizar a língua portuguesa ou francesa indiferentemente.

E, contrariamente à asserção bíblica, segundo a qual "muitos são os eleitos, poucos são os escolhidos", todos os eleitos podem fazer parte deste novo mundo de diálogo...

Piano

Dezenas de amigos de Portugal estiveram ontem, ao final da tarde, na nossa Embaixada em Paris para ouvir a música trazida por Adriano Jordão, num intervalo das suas funções de Conselheiro Cultural em Brasília.

Depois do jazz ouvido há semanas e antes da guitarra clássica portuguesa, que aí virá em Junho, foi agora a vez do piano. A música é também uma forma de se fazer diplomacia.

terça-feira, maio 26, 2009

Vinho do Porto

Há semanas, estive na apresentação em Paris de um vinho do Porto rosé! É verdade, o "marketing" imaginativo do Porto já vai por esses caminhos, embora presuma que isso possa incomodar alguns puristas.

Confesso que não me preocupa nada que se possam descobrir novas fórmulas que nos permitam vender o nosso vinho, desde que se tenha sempre a qualidade como permanente referencial.

Em França, o vinho do Porto continua como um forte emblema de Portugal, com a curiosidade de ser servido Porto "doce" antes das refeições, ao contrário da maioria dos países, onde o Porto "seco" abre os repastos.

Deixo-lhes um som sobre o vinho do Porto, da autoria de Carlos Paião, pelos Donna Maria, para além de uma foto do Douro, região que, no segundo semestre, a Embaixada de Portugal em Paris vai promover com algumas iniciativas.

Verdades

De quando em vez, acontece-me ter de apresentar um livro. Na maioria dos casos, trata-se de obras de não-ficção, porque romances ou contos (...