
1. Referências em vinhos na lista de um restaurante em Washington: "Organic grapes", "Biodynamic solar powered winery", "Sustainable viticulture". Uma percentagem das receitas da venda dos vinhos é dedicada a "to help disadvantadge women transition into work place". A América é, de facto, outro mundo.
2. Magnífico (e tentador...) o hábito americano de manter abertas as livrarias de "bargains" e usados até bem tarde.
3. Pululam novas edições elogiosas da política securitária da administração Bush e sente-se que a administração Obama está sujeita a um fogo crítico pouco comum, num período que costuma ser de "estado de graça". Se há um azar...
4. Reencontro a "Dissent", a revista liberal que faz as delícias do "Upper West Side" nova-iorquino, da qual já fui assinante e leitor atento. Tal como muitas congéneres, permanece muito centrada na perspectiva americana, com o mundo islâmico e a China como focos prioritários de interesse. O crédito de Obama no seio do radicalismo liberal está claramente sob teste.
5. Não é só impressão minha: confirmam-me a crescente presença de locutores de cor nas televisões americanas.
6. Cada vez é mais comum encontrar falantes de espanhol nos EUA. Em 2050 serão um terço da população. Hoje, os avisos em espanhol fazem já parte da paisagem pública.
7. O grande tema mediático é a nova candidata hispânica à Corte Suprema, uma aposta de Obama já sujeita a críticas, algumas com laivos preconceituosos.
8. O voo da Air France no qual, daqui a pouco, vou atravessar o Atlântico oferece imensos lugares vagos. Sem surpresas.