Um dia, que pode não estar muito distante, constatar-se-á que há medidas que a luta contra o aquecimento global tornará imperativas mas para as quais não haverá apoio democrático maioritário - porque muitas pessoas estão mais preocupadas com o fim do mês do que com o fim do mundo.
Eu diria que as pessoas são realistas e compreendem que o consumo de grandes quantidades de energia é fundamental para a sua forma de vida e, de facto, para a existência sobre a Terra dos enormes números de seres humans que hoje existem. As pessoas compreendem que as alterações climáticas podem ser extremamente más, mas que só seria possível evitá-las regressando ao mundo do século 18. E ninguém está interessado nisso.
ResponderEliminarDe repente, lembrei-me da velha frase de Manuela Ferreira Leite.
ResponderEliminarO fim do mundo resolve o problema do fim do mês.
ResponderEliminarAna Isabel Cruz
« Um dia, que pode não estar muito distante”, escreve o Sr.Embaixador.
ResponderEliminarDepende do valor de “distante” ! Segundo a frase comummente atribuída a Einstein, sem as abelhas sobraria pouco tempo para os humanos. O seu desaparecimento em massa testemunha a chegada do apocalipse"
Pessoalmente, já estive mais preocupado que agora. Há dez anos, mais ou menos!
Parece que as abelhas são a vanguarda da extinção da humanidade. ”Em 2012, era o fim do mundo. Muitos cenários apocalípticos previam, pelo menos, para 21 de Dezembro de 2012.
A prova pelas abelhas? Um parasita de moscas os transformaria em zumbis, de acordo com os pesquisadores. Uma transformação digna dos piores cenários de ficção científica. Na verdade, é um parasita que faz com que as abelhas abandonem suas colmeias, desorientando-as e matando-as. O que explicaria o seu desaparecimento em massa.
E é justamente a ameaça do desaparecimento das abelhas que nos traz de volta, mais uma vez, ao cenário do Juízo Final. (...) Einstein não disse que se a abelha desaparecesse da face da Terra, o homem só teria alguns anos de vida?
Recordo que um, apicultor do sul de Ardèche dizia: “Quando eu era criança, o meu pai dizia-me que a partir de 5% de destruição, estávamos lixados…. A média nacional subiu para quase 30%.
Ouvimos os mesmos discursos alarmistas para o petróleo e o gás. Mas encontram novos jazigos todos os dias. O preço, esse, sim, é que sobe cada vez que a geo politica mexe no sistema.
Parece que descobriram novos jazigos no Dakota…O que os americanos queriam é que o russo não chegue à Europa…Não falta “energia”.
Senhor Embaixador: Preocupa-me mais, enfim “pas trop”, ver o mundo, atravessado por turbulências que põem em jogo uma nova divisão das comunidades humanas, em futuros escravos e oligarquias conquistadoras. Isso sim…
De qualquer maneira, o “ relógio do fim do mundo" um relógio conceitual no qual "meia-noite" representa o fim do mundo tem sido actualizado regularmente pelos directores do Bulletin of Atomic Scientists, com sede na Universidade de Chicago. Seremos avisados a tempo!
Um argumento, entretanto, deve ser suficiente para nos tranquilizar: 183 grandes anúncios do fim do mundo foram registados desde a queda do Império Romano. E o homem ainda está aí...
O fim dum mundo, talvez, mas o fim do mundo?
No momento em que a vida e a propriedade da maioria daqueles que votam for colocado em causa, a opinião das pessoas mudará. Enquanto o aquecimento global for um problema alheio, isso não acontecerá. Esperemos que não seja então demasiado tarde para fazer alguma coisa.
ResponderEliminarO apoio democrático depende essencialmente dos custos para os cidadãos. Os combustíveis fósseis têm de ser eliminados. Dificilmente tal sucederá enquanto existir lucro associado à exploração dos mesmos (extração/refinação) e benefício para o cidadão, que pagará ainda assim menos pela utilização desses combustíveis do que de outros. Em suma, deveriam os Estados criar condições para que a utilização de energias menos poluentes (onde o nuclear também pode ser incluído) se tornassem mais atrativas do ponto de vista do benefício dos cidadãos. Nesse sentido, deveriam ser concedidas vantagens fiscais e financeiras diretas e a fundo perdido a empresas privadas ou públicas que possam fornecer os mesmos tipos de benefícios aos cidadãos a custo inferior (sendo obrigadas a tal sob pena de perda das ajudas), essencialmente transportes eficientes e limpos, mais baratos. Claro que certos transportes (o avião é paradigmático) não podem de imediato ser convertidos em meios limpos, pelo que a sua circulação a nível global deve ser altamente taxada e alvo de tetos máximos de circulação, o que, garantidamente seria impopular, sobretudo se o tráfico remanescente ficasse limitado a certas elites.
ResponderEliminarOutro aspeto a ter em conta é o do paradigma alimentar, que tem de ser radicalmente alterado; a nível planetário, também será necessário passar para uma alimentação “verde”. Algo, porventura, muito mais difícil do que restringir o transporte aéreo e que irá demorar talvez gerações ou mesmo nunca vir a suceder.
Por fim, como aflora o Lavoura, somos demasiados num planeta com cada vez menos recursos. Somos demais e por isso estamos a dar cabo da Terra. Medidas de controlo de natalidade vigorosas e provavelmente muito impopulares têm de ser postas em marcha, a nível global e imediatamente. Para o sucesso das mesmas terá de ser feito um enorme esforço de educação e devem ser concedidos benefícios reais às vidas dos cidadãos que optem por não ter filhos e ou adotar. No concreto, por exemplo, a reimplementação de políticas anti natalidade, como as que vigoraram durante breve tempo na China. Se tal não for feito, a prazo, temo bem, nem com a implementação do que está esboçado nos parágrafos anteriores escaparemos a desastres cada vez piores.
Lá anda o Joaquim Freitas a roubar textos aos brasileiros...
ResponderEliminarhttp://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/01/mosca-parasita-transforma-abelha-em-zumbi-segundo-cientistas.html
"zumbi" ?!
Lúcio Ferro,
ResponderEliminaressa sua ideia de impôr tetos máximos à quantidade de viagens aéreas disponíveis parece-me muito correta, embora, de facto, deveras impopular.
A sua ideia de controlo de natalidade, além de impraticável (a maioria dos países não dispõe de estruturas de governação a nível local tão funcionais como as chinesas, pelo que não seria possível impôr a todo e qualquer casal a limitação da sua natalidade, como os chineses conseguiram fazer), não é talvez verdadeiramente necessária, porque a natalidade está de qualquer forma a cair de forma estrepitosa na generalidade dos países (com a exceção de África e do Médio Oriente).