Já aqui o disse e volto a repetir, para que não reste a menor dúvida: criei e mantenho o maior respeito e admiração pelo magnífico trabalho de Marta Temido, pessoa a quem Portugal ficará para sempre a dever uma extraordinária dedicação e empenhamento, neste difícil e excecional tempo de pandemia.
Enfrentando, vai para dois anos, uma mutante exceção sanitária que, em todo o mundo, instalou uma imensidão de sucessivas interrogações, obrigando a respostas que iam sendo testadas à medida que novas realidades surgiam, Marta Temido demonstrou coragem, determinação e um forte sentido de defesa do SNS.
O lugar de ministro da Saúde, nos últimos dois anos, foi dos mais complexos do governo. Como cidadão, congratulo-me pelo facto do país ter tido o privilégio de ter nele podido contar com uma figura com o recorte técnico, político e humano de Marta Temido, neste tempo de emergência nacional.
(Uma nota e um “disclaimer”: este post não é sobre os inegáveis méritos de Graça Freitas e Gouveia e Melo; não conheço nem sou amigo de Marta Temido)
