Hélder Macedo faz hoje 86 anos. Já nos não vemos há algum tempo. A nossa última longa e divertida conversa, ocorreu há três anos, durante uma viagem entre Lisboa e Vila Real, quando ele ali foi receber o Prémio Dom Dinis, da Fundação da Casa de Mateus. Ali iria ter também a agradável surpresa de ser condecorado pelo presidente da República.
Num desses dias, andámos pelo Douro a ver paisagens, a apreciar vinhos e a testar mesas. A Susete não pôde, infelizmente, estar connosco. Depois, o inferno triste que tem sido esta pandemia tem-nos impedido de nos vermos em Londres. Temos falado ao telefone, trocámos mensagens e emails, mas todos sabemos que não é a mesma coisa.
Neste dia de aniversário daquela que tenho a convicção de ser a mais relevante figura viva da cultura portuguesa, com uma longa e multifacetada obra, deixo aqui um abraço de grande amizade, mas também de muito sincera admiração, pessoal e intelectual, a alguém que muito prezo e de cujo trabalho - como docente, conferencista, crítico, criador literário e figura cívica - o nosso país tem obrigação de ter um grande orgulho.
Parabéns, caro Hélder!
