Não tive o gosto de conhecer pessoalmente Maria Eugénia e Francisco Garcia. Mas, ontem, no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado, ao olhar a exposição da coleção de arte deste casal de lisboetas, ambos já desaparecidos, senti-me como se tivesse acabado de lhes ser apresentado. Ao percorrer aquelas dezenas de obras, que faziam parte do cenário interior da sua residência (as fotografias dos aposentos também nos ajudam a “entrar” nela), apercebemo-nos do gosto, do bom gosto, que esteve por detrás das escolhas feitas, ao longo de algumas dezenas de anos. Pode mesmo imaginar-se o imenso prazer que ambos devem ter tido nesse processo. Percebe-se que houve a intenção de ir constituindo como que um fresco da arte contemporânea portuguesa a que os proprietários da coleção, tributários de uma cultura apurada e com meios para dela irem usufruindo, iam sendo sensíveis. E isso foi conseguido em pleno, na modesta perspetiva de quem, como eu, longe desse apuramento de gosto, se sentiu também “em casa”, face à esmagadora maioria das escolhas feitas. Digo isto com total sinceridade, como testemunho da rara satisfação que senti ao constatar essa identificação. Trazer esta exposição de muito bom gosto para o museu foi um ato de extraordinário bom senso. Obrigado e parabéns, João Pedro Garcia.
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quinta-feira, novembro 18, 2021
Bom gosto e bom senso
Não tive o gosto de conhecer pessoalmente Maria Eugénia e Francisco Garcia. Mas, ontem, no Museu Nacional de Arte Contemporânea, no Chiado, ao olhar a exposição da coleção de arte deste casal de lisboetas, ambos já desaparecidos, senti-me como se tivesse acabado de lhes ser apresentado. Ao percorrer aquelas dezenas de obras, que faziam parte do cenário interior da sua residência (as fotografias dos aposentos também nos ajudam a “entrar” nela), apercebemo-nos do gosto, do bom gosto, que esteve por detrás das escolhas feitas, ao longo de algumas dezenas de anos. Pode mesmo imaginar-se o imenso prazer que ambos devem ter tido nesse processo. Percebe-se que houve a intenção de ir constituindo como que um fresco da arte contemporânea portuguesa a que os proprietários da coleção, tributários de uma cultura apurada e com meios para dela irem usufruindo, iam sendo sensíveis. E isso foi conseguido em pleno, na modesta perspetiva de quem, como eu, longe desse apuramento de gosto, se sentiu também “em casa”, face à esmagadora maioria das escolhas feitas. Digo isto com total sinceridade, como testemunho da rara satisfação que senti ao constatar essa identificação. Trazer esta exposição de muito bom gosto para o museu foi um ato de extraordinário bom senso. Obrigado e parabéns, João Pedro Garcia.
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