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domingo, janeiro 13, 2013

Um desafio

Há tempos, falou-se aqui da grande patranha feita, há mais de quatro décadas, por uns falsos árabes no restaurante Tavares, enganando o jornal "O Século" e lançando alguma polvorosa política.

A propósito disto, gostava de desafiar os muitos leitores deste blogue (com os diabos! São já cerca de 1.200 em média diária) a ajudarem-me a reconstituir uma outra história em que um ato de ficção enganou a imprensa portuguesa. 

Do que me lembro - mas posso estar errado - tratou-se do seguinte: nos anos 60, na Sociedade Nacional de Belas Artes, teve lugar uma (falsa) conferência, creio que apresentada por uma personalidade que se apresentava como um académico estrangeiro, o qual, a meio da sua apresentação era "assassinado". Tudo não passou de um exercício teatral quase surrealista, mas que era um pouco ousado para a "séria" sociedade portuguesa de então. Por um qualquer lapso de interpretação, a agência de informação portuguesa para África, a "Lusitânia", terá dado a notícia como tendo-se tratado de um real assassinato (ou tentativa, já não recordo bem). Alguma imprensa portuguesa das colónias (ou seria da África do Sul?) publicou a história, como se ela correspondesse a um crime verdadeiro. Outros órgãos de informação estrangeiros terão também repescado a notícia, dando-a como boa. O assunto começou a constar em Lisboa. Porém, em Portugal, nada surgiu nos jornais, porque a censura não deixou. Assim, a história correu num boca-a-boca, tendo sido dessa forma que eu a soube.

Alguém se recorda disto? Terá sido assim mesmo? Alguém tem mais dados sobre esta fantástica história? Quem me pode ajudar?

Júlio Isidro

Não sou íntimo de Júlio Isidro, longe disso!, mas conheço-o desde sempre. Da televisão pré-Abril, claro, onde me recordo de o ver fardado e ...